Estudos indicam que até o ano 2100 o clima da Amazônia poderá se transformar em um regime “hipertropical”, caracterizado por temperaturas mais altas e secas prolongadas, que podem durar até 150 dias. Essa mudança climática ameaça a sobrevivência das árvores da região.
O termo hipertropical refere-se a condições mais extremas do que 99% dos climas tropicais históricos, associando-se a períodos secos intensos. Pesquisas mostram que as árvores fecham os estômatos para evitar a perda de água, mas isso reduz a fotossíntese e prejudica a produtividade.
Além da seca, tempestades e o fenômeno El Niño também prejudicam a floresta, derrubando árvores e alterando o ecossistema. Com as emissões atuais de gases do efeito estufa, esses eventos extremos devem aumentar, comprometendo o equilíbrio da Amazônia e seu papel no clima global.
Estudos indicam que até 2100 o clima da Amazônia pode se tornar “hipertropical”, um regime mais quente e seco do que os padrões atuais. Nessa condição, as secas poderão durar até 150 dias, comprometendo a sobrevivência das árvores da floresta.
O termo hipertropical define climas que excedem 99% dos climas tropicais históricos, com períodos secos intensos. Tais condições só foram registradas há milhões de anos, quando a Terra tinha temperaturas globais mais elevadas.
Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley acompanharam o fluxo de água em árvores durante secas recentes para entender a resposta da floresta. Eles observaram que, com alta temperatura e baixa umidade, os estômatos nas folhas se fecham para evitar perda de água, reduzindo a fotossíntese e afetando a produtividade.
Quando a umidade do solo cai abaixo de um terço, as árvores podem sofrer embolismos, comprometendo seu transporte de água e levando à morte. Árvores maiores e com madeira menos densa são as mais vulneráveis.
Além da seca, tempestades ocasionais derrubam árvores, causando um efeito cascata que pode destruir áreas significativas da floresta. Eventos climáticos como o El Niño têm intensificado esses impactos, prolongando as secas e alterando a dinâmica da floresta.
Com as emissões atuais de gases de efeito estufa, espera-se que esses períodos extremos aumentem em frequência e intensidade, ameaçando o equilíbrio da Amazônia e alterando seu papel no clima global.
Via Super