Clima favorece safra 2025/2026 no Brasil, com La Niña enfraquecendo e alerta para possível El Niño

Clima ajuda safra 2025/2026 no Brasil; La Niña perde força e El Niño pode alterar padrões de chuva a partir de junho.
18/01/2026 às 10:02 | Atualizado há 3 horas
               
Clima favorável acelera colheita da soja 2025/2026, com desafios pontuais em Goiás. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

O clima atual tem apoiado o início da colheita da soja para a safra 2025/2026 no Brasil, apesar de algumas irregularidades em regiões como Goiás, Mato Grosso e Maranhão. A chuva atrasada nessas áreas resultou em poucos casos de replantio, sem impactos significativos para a produção.

As regiões do Matopiba, Centro-Oeste e Sudeste apresentam evolução dentro do esperado, com previsão de transição tranquila entre a colheita da primeira safra e o plantio da segunda. A perda de intensidade do fenômeno La Niña no início de março prolonga o período de chuvas, beneficiando culturas como milho e algodão.

Modelos indicam 90% de chances para a formação do El Niño em junho de 2026, o que pode provocar mudança nos padrões climáticos, especialmente no Sul do país. Apesar do cenário ainda favorável, os produtores enfrentam desafios como eventos climáticos extremos e a necessidade de atenção na gestão hídrica para o setor elétrico.

O clima tem sido favorável para o início da colheita da soja da safra 2025/2026, mesmo com algumas irregularidades em regiões como Goiás e Mato Grosso. Nessas áreas, a chuva chegou tarde e de forma desuniforme, gerando poucos casos de replantio, sem impactos relevantes. O Maranhão registrou o maior atraso, principalmente nas áreas de plantio tardio.

As demais regiões do Matopiba, Centro-Oeste e Sudeste mostram evolução dentro do esperado, sem perdas significativas. A transição entre a colheita da primeira safra e o plantio da segunda deve ser tranquila, sem previsão de invernadas fortes que causem atrasos importantes.

A influência de uma La Niña de baixa intensidade deve perder força entre o fim de fevereiro e início de março, prolongando o período de chuvas e beneficiando culturas como milho e algodão. Mesmo produtores que enfrentaram atrasos terão tempo para implantar a segunda safra dentro da janela adequada.

Modelos meteorológicos indicam uma possibilidade próxima de 90% para a formação do El Niño a partir de junho de 2026. Esse fenômeno pode alterar padrões de chuva e temperatura, especialmente no Sul do Brasil, com aumento das chuvas no Rio Grande do Sul e maior frequência de ondas de calor na primavera e verão.

O maior desafio para o setor agro continuará sendo os eventos extremos, como granizo, ventos fortes e acamamento de lavouras. O cenário climático atual ainda é positivo para a produção, mas os custos e riscos aumentam. Para o setor elétrico, a situação requer atenção devido à gestão da água, influenciando tarifas e preços.

Via Money Times

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.