Cloud-9: nova estrutura cósmica sem estrelas chama atenção dos astrônomos

Entenda a Cloud-9, objeto único sem estrelas que ajuda a estudar a matéria escura no universo.
09/01/2026 às 17:43 | Atualizado há 1 mês
               
Estrutura a 14 milhões de anos-luz pode revelar segredos da matéria escura no universo. (Imagem/Reprodução: Super)

Astrônomos descobriram a Cloud-9, uma nuvem cósmica que reúne quase todos os componentes de uma galáxia, porém sem estrelas. Essa estrutura está localizada a cerca de 14 milhões de anos-luz e é formada principalmente por hidrogênio gasoso e matéria escura.

A Cloud-9 representa um tipo de objeto previsto, mas nunca antes observado, chamado RELHIC. Estuda-se essa nuvem para entender como halos de matéria escura atraem gás sem formar estrelas, abrindo possibilidades para pesquisar a matéria escura diretamente.

A descoberta da Cloud-9 foi feita com o Telescópio FAST e confirmada por outros equipamentos, revelando um novo estágio na evolução galáctica. Esse objeto pode ajudar a explicar por que algumas galáxias não se formam completamente e ampliar o conhecimento sobre o universo.

A astrônomos identificaram a Cloud-9, uma estrutura cósmica única por reunir quase todos os componentes de uma galáxia, porém sem apresentar estrelas. Localizada a cerca de 14 milhões de anos-luz, esta nuvem é formada principalmente por hidrogênio gasoso e uma grande quantidade de matéria escura. Ela representa o primeiro exemplo confirmado do que se chama RELHIC (Reionization-Limited HI Cloud), um tipo de nuvem prevista para existir, mas nunca antes observada.

Segundo os pesquisadores, essa nuvem demonstra um estágio onde halos de matéria escura atraem gás suficiente para potencialmente formar uma galáxia, mas que, por limitações físicas, não chegaram a gerar estrelas. Essa condição torna a Cloud-9 um laboratório natural para estudar a matéria escura, pois a ausência de brilho estelar permite uma observação direta do halo invisível responsável pela gravidade do sistema.

A detecção da Cloud-9 começou em 2023, com o uso do Telescópio Esférico de Abertura de Quinhentos Metros (FAST), na China, que captou ondas de rádio emitidas pelo hidrogênio neutro. Observações subsequentes feitas pelo Telescópio de Green Bank, Very Large Array e o Telescópio Espacial Hubble confirmaram que não havia nenhuma estrela presente no objeto, descartando a hipótese de uma galáxia anã iluminada.

A existência desse objeto ajuda a explicar por que algumas galáxias não se formam completamente e contribui para a compreensão da evolução galáctica e da distribuição da matéria escura no universo. Seu futuro é incerto: poderá acumular massa e iniciar a formação de estrelas ou se dispersar no meio intergaláctico, permanecendo como uma relíquia cósmica.

Via Super

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