Comércio entre Brasil e China ultrapassa US$ 170 bilhões em 2025, mais que o dobro do volume com EUA

Brasil comercializa mais de US$ 170 bi com a China, o dobro do que negocia com os EUA em 2025, segundo dados recentes.
13/01/2026 às 07:24 | Atualizado há 12 horas
               
Exportações para o país asiático batem recorde histórico, segundo maior valor em 29 anos. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

A corrente de comércio entre Brasil e China atingiu US$ 171 bilhões em 2025, valor que representa mais do que o dobro do negociado com os Estados Unidos. A China se consolidou como principal parceiro comercial brasileiro, com US$ 100 bilhões em exportações e US$ 70,9 bilhões em importações.

O aumento no comércio com a China contrastou com a queda de 6,6% nas exportações brasileiras para os EUA, totalizando US$ 37,7 bilhões, influenciada por tarifas americanas. A soja foi destaque nas vendas para a China, representando mais de um terço do total.

Esse cenário reforça a aproximação crescente entre Brasil e Ásia, impulsionada pela demanda por alimentos e expansão da classe média no continente. A China corresponde a 27,2% do comércio exterior brasileiro, mantendo-se como destino principal das exportações.

A corrente de comércio entre Brasil e China atingiu US$ 171 bilhões em 2025, valor que representa mais que o dobro do negociado com os Estados Unidos no mesmo ano. O aumento de 8,2% em relação a 2024 levou o país asiático a se consolidar como o principal parceiro comercial do Brasil, que movimentou US$ 83 bilhões com os EUA.

As exportações brasileiras para a China chegaram a US$ 100 bilhões, o segundo maior patamar desde 1997. A soja foi responsável por pouco mais de um terço dessas vendas, com alta de 10% frente ao ano anterior. Já as importações do Brasil da China alcançaram recorde de US$ 70,9 bilhões, um crescimento de 11,5%, impulsionado por compras de navio-plataforma para exploração de petróleo, carros elétricos híbridos, fertilizantes, produtos químicos e insumos farmacêuticos.

Esse cenário ocorre em meio às tensões comerciais geradas por tarifas dos EUA, que impactaram o volume de exportações brasileiras para aquele país, que caiu 6,6%, chegando a US$ 37,72 bilhões. Mesmo com esforços para redirecionar produtos como o café para mercados asiáticos, a diferença entre a pauta de exportações para China e EUA limita a eficácia dessa estratégia.

No total, a China respondeu a 27,2% do comércio exterior brasileiro, que somou US$ 629 bilhões, e se manteve como principal destino das exportações, embora outros mercados, como Argentina e Índia, tenham apresentado crescimento mais acelerado.

Essa tendência indica uma aproximação comercial crescente do Brasil com a Ásia, impulsionada pela expansão da classe média e a demanda por alimentos na região.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.