A corrente de comércio entre Brasil e China atingiu US$ 171 bilhões em 2025, valor que representa mais do que o dobro do negociado com os Estados Unidos. A China se consolidou como principal parceiro comercial brasileiro, com US$ 100 bilhões em exportações e US$ 70,9 bilhões em importações.
O aumento no comércio com a China contrastou com a queda de 6,6% nas exportações brasileiras para os EUA, totalizando US$ 37,7 bilhões, influenciada por tarifas americanas. A soja foi destaque nas vendas para a China, representando mais de um terço do total.
Esse cenário reforça a aproximação crescente entre Brasil e Ásia, impulsionada pela demanda por alimentos e expansão da classe média no continente. A China corresponde a 27,2% do comércio exterior brasileiro, mantendo-se como destino principal das exportações.
A corrente de comércio entre Brasil e China atingiu US$ 171 bilhões em 2025, valor que representa mais que o dobro do negociado com os Estados Unidos no mesmo ano. O aumento de 8,2% em relação a 2024 levou o país asiático a se consolidar como o principal parceiro comercial do Brasil, que movimentou US$ 83 bilhões com os EUA.
As exportações brasileiras para a China chegaram a US$ 100 bilhões, o segundo maior patamar desde 1997. A soja foi responsável por pouco mais de um terço dessas vendas, com alta de 10% frente ao ano anterior. Já as importações do Brasil da China alcançaram recorde de US$ 70,9 bilhões, um crescimento de 11,5%, impulsionado por compras de navio-plataforma para exploração de petróleo, carros elétricos híbridos, fertilizantes, produtos químicos e insumos farmacêuticos.
Esse cenário ocorre em meio às tensões comerciais geradas por tarifas dos EUA, que impactaram o volume de exportações brasileiras para aquele país, que caiu 6,6%, chegando a US$ 37,72 bilhões. Mesmo com esforços para redirecionar produtos como o café para mercados asiáticos, a diferença entre a pauta de exportações para China e EUA limita a eficácia dessa estratégia.
No total, a China respondeu a 27,2% do comércio exterior brasileiro, que somou US$ 629 bilhões, e se manteve como principal destino das exportações, embora outros mercados, como Argentina e Índia, tenham apresentado crescimento mais acelerado.
Essa tendência indica uma aproximação comercial crescente do Brasil com a Ásia, impulsionada pela expansão da classe média e a demanda por alimentos na região.
Via InfoMoney