A reprodução das plantas com flores apresenta uma complexidade maior do que se imagina. Aproximadamente 90% dessas plantas são hermafroditas, possuindo órgãos masculinos e femininos em suas flores. Por exemplo, o tomate pode se autopolinizar, enquanto outras como a maçã precisam de outra planta para se reproduzir.
Há plantas com flores unissexuais que organizam os órgãos sexuais separadamente, em um mesmo indivíduo ou em indivíduos diferentes, como o salgueiro. Esses sistemas evoluíram para evitar os problemas da autopolinização, semelhante aos riscos genéticos em humanos.
Além disso, existem formas intermediárias de reprodução, como a coexistência de hermafroditas com machos ou fêmeas. O sexo das plantas é determinado geneticamente, mostrando uma grande flexibilidade e adaptação ao ambiente, tornando a reprodução de cada espécie única.
A vida sexual das plantas com flores é mais complexa do que muitos imaginam. Cerca de 90% dessas plantas são hermafroditas: suas flores possuem tanto órgãos masculinos, como as anteras que produzem pólen, quanto femininos, como o ovário. Um exemplo revelador é a flor do tomate, que pode se autopolinizar, ou seja, usar seu próprio pólen para gerar frutos, sem depender de outra planta.
Mas nem todas as hermafroditas conseguem essa façanha. Algumas, como a maçã, precisam de outra planta para se reproduzir. Além disso, existem plantas com flores unissexuais, que organizam órgãos masculinos e femininos separadamente, seja no mesmo indivíduo (plantas monóicas) ou em indivíduos diferentes — um fenômeno chamado dioecia. O salgueiro, por exemplo, tem árvores masculinas e femininas distintas, parecido com o que ocorre nos animais.
Esse sistema evoluiu para evitar os problemas gerados pela autopolinização, como a maior incidência de doenças genéticas, similar ao que ocorre em humanos com reprodução entre parentes próximos.
Há ainda formas intermediárias, como o androdioecismo, onde hermafroditas e machos coexistem, ou a gineodioicia, com hermafroditas e fêmeas juntos. Um caso extremo, conhecido como trioecia, envolve machos, fêmeas e hermafroditas na mesma população.
O sexo das plantas é determinado pelos genes e essa diversidade mostra como os sistemas sexuais são flexíveis e adaptáveis. A vida sexual das plantas, portanto, revela uma história contínua de mudanças para lidar com desafios do ambiente, tornando cada espécie única em seu modo de reprodução.
Via Folha de S.Paulo