Concurso seleciona artistas indígenas para a exposição Olhares Indígenas em Vila Velha

Concurso seleciona artistas indígenas para a exposição Olhares Indígenas, que estreia em maio na Casa da Memória, Vila Velha.
10/03/2026 às 08:21 | Atualizado há 3 horas
               
Exposição que apresenta releituras indígenas da história, valorizando novas perspectivas. (Imagem/Reprodução: Eshoje)

A exposição Olhares Indígenas estreia em 12 de maio na Casa da Memória, em Vila Velha. A mostra apresenta a história local pela perspectiva dos povos indígenas e celebra os 491 anos da cidade.

Dois artistas da etnia guarani de Aracruz foram selecionados por meio de concurso, recebendo bolsas para expor suas obras. Eles retratam a visão indígena sobre a chegada dos portugueses ao Espírito Santo.

A iniciativa valoriza a cultura indígena e a memória histórica local, reforçando o papel da arte natural das aldeias. O evento é apoiado por instituições culturais do Espírito Santo.

A exposição Olhares Indígenas estreia em 12 de maio na Casa da Memória, em Vila Velha, trazendo uma reinterpretacão da história local pela perspectiva dos povos originários. A mostra é parte da celebração dos 491 anos da cidade e ficará aberta até agosto de 2026.

O projeto selecionou dois artistas da etnia guarani de Aracruz por meio de concurso, o pintor e escultor Claudiomiro Vaz e a artesã escultora Sônia Martine, que receberão bolsas de R$ 2.500 cada. Seus trabalhos refletem a visão indígena sobre a chegada dos portugueses ao Espírito Santo, especialmente na região da Prainha, próxima ao Convento da Penha.

A artista e organizadora Ara Martins, também guarani, destaca que a participação indígena fortalece a presença cultural das aldeias nas cidades e valoriza a arte produzida com materiais naturais, como 90% das peças apresentadas na exposição. Além disso, a mostra revisita o painel “A Chegada”, de Rodolpho Valdetaro, sob o ponto de vista dos povos que habitavam a região antes da colonização.

O secretário municipal de Cultura, Roberto Patrício Junior, ressalta que iniciativas como essa enriquecem a memória histórica ao integrar múltiplas narrativas e reforçam a importância social da cultura para a identidade local. O Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha (IHGVV) realiza o projeto com apoio da prefeitura, Secretaria de Cultura do Espírito Santo, Funcultura e recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.

Via ES Hoje

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