Conflito entre EUA e Irã ameaça exportações brasileiras de frango para Oriente Médio

Conflito entre EUA e Irã ameaça rota de US$ 3 bilhões em exportações brasileiras de frango para o Oriente Médio.
04/03/2026 às 18:41 | Atualizado há 2 horas
               
Tensão no Oriente Médio desafia a logística da ABPA, alerta Ricardo Santin. (Imagem/Reprodução: Forbes)

A guerra entre Estados Unidos e Irã coloca em risco as exportações brasileiras de carne de frango para o Oriente Médio, totalizando cerca de US$ 3,2 bilhões previstos para 2025. O conflito afeta diretamente a principal rota de transporte, o Estreito de Ormuz, fundamental para o trânsito de alimentos na região.

A Associação Brasileira de Proteína Animal monitora a situação e busca alternativas logísticas, como corredores emergenciais que envolvem o uso do Mar Vermelho e transporte terrestre, para garantir o abastecimento e minimizar os impactos no setor.

Além do risco geopolítico, o aumento dos custos logísticos devido às rotas alteradas e ao risco na região eleva as taxas de seguro e transporte, pressionando exportadores e compradores. Apesar disso, o setor mantém a produção e diálogo próximo ao governo para lidar com o cenário.

Guerra entre Estados Unidos e Irã ameaça corredor de US$ 3 bi do frango brasileiro. O conflito no Oriente Médio tem gerado preocupação no setor avícola brasileiro, responsável por exportar cerca de US$ 3,2 bilhões em carne de frango para 14 países da região em 2025. Essas exportações representam quase um terço do total enviado pelo Brasil.

Uma das principais rotas afetadas é o Estreito de Ormuz, bloqueado por cinco dias devido ao conflito. O local, conhecido pela importância no mercado de energia, também é vital para o transporte de alimentos e proteínas à região altamente dependente dessas importações.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) monitora atentamente essa situação, buscando alternativas para garantir o abastecimento, como a abertura de corredores emergenciais, ainda sujeitos à aprovação documental. Alternativas incluem o uso do Mar Vermelho com transporte terrestre complementar para evitar interrupções.

O aumento dos custos logísticos é outra preocupação. A necessidade de alterar rotas e o risco nas áreas de conflito elevam os prêmios das seguradoras e geram sobretaxas, com valores extras para navios que ainda navegam nessas zonas. Isso pode afetar tanto os prazos quanto os custos para exportadores e compradores.

Mesmo com as dificuldades, a indústria brasileira mantém sua produção e diálogo com o governo para minimizar impactos. A região do Oriente Médio, em especial durante o Ramadã, possui estoques estratégicos, o que pode ajudar a amortecer a situação no curto prazo.

O acompanhamento contínuo dos setores envolvidos busca assegurar que o fluxo comercial de alimentos não seja comprometido, ressaltando a importância da logística em uma área geopolítica sensível.

Via Forbes Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.