Na COP30 em Belém, países produtores de petróleo e aqueles que investem em energia renovável enfrentam uma disputa intensa. O Brasil apresentou um plano para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, apoiado por mais de 80 países, mas a proposta foi barrada por produtores liderados pelo Grupo Árabe e EUA.
O presidente da COP30 prometeu criar dois mapas do caminho até 2026, focados na redução do desmatamento e na transição justa dos combustíveis fósseis. Brasil e Noruega já iniciaram estudos para apoiar financeiramente essa mudança e auxiliar trabalhadores afetados.
Apesar do avanço das renováveis em 2024, a produção de combustíveis fósseis ainda cresce, principalmente influenciada pelos EUA. O debate ganha força para a COP31, que buscará um equilíbrio entre a urgência climática e demandas econômicas globais.
A COP30 realizada em Belém destacou a disputa entre os países produtores de petróleo e aqueles que investem em eletricidade renovável. A transição energética ainda enfrenta resistências, principalmente de nações que dependem da exploração fóssil, que buscam retardar o processo. O Brasil apresentou um mapa do caminho para superar a dependência dos combustíveis fósseis, obtendo apoio de mais de 80 países, mas a proposta foi barrada por produtores de petróleo, liderados pelo Grupo Árabe e pelos EUA.
O presidente da COP30, André Aranha Corrêa do Lago, comprometeu-se a criar, em 2026, dois mapas do caminho: um para combater o desmatamento e outro para uma transição justa dos combustíveis fósseis. Países como o Brasil e a Noruega já iniciaram estudos e planos para reduzir a dependência do petróleo e gás, buscando respaldar financeiramente a mudança e apoiar a força de trabalho impactada.
Ainda que a energia renovável tenha respondido por mais de 90% da capacidade energética adicionada em 2024, a produção de combustíveis fósseis segue crescendo. Estados Unidos, principal produtor global, pressiona para manter os fósseis no centro da matriz energética. A Agência Internacional de Energia projeta crescimento maior para as renováveis, porém alerta para o aumento significativo em projetos de gás natural liquefeito, especialmente nos EUA.
O debate sobre o mapa do caminho se tornou central para a próxima COP31, que será sediada pela Turquia. O desafio atual é equilibrar as demandas econômicas dos países produtores com a urgência climática, buscando um consenso que permita uma transição energética ordenada e equitativa globalmente.
Via Super