No último sábado, completou-se um mês do conflito iniciado entre EUA, Israel e Irã, que já causou centenas de mortes e danos significativos. A explosão em uma escola feminina de Teerã destacou a gravidade das ações, com vítimas entre civis e lideranças políticas.
Apesar das ofensivas, o Irã resistiu e retaliou, atingindo bases americanas e Israel, comprometendo sistemas de defesa e gerando tensões na região. As ameaças de fechar o estreito de Ormuz pioram o cenário, impactando diretamente o mercado mundial de petróleo.
As negociações de cessar-fogo ainda não avançaram, e o conflito eleva o risco de escalada, inclusive nuclear. A instabilidade regional permanece alta, dificultando soluções imediatas e pressionando a geopolítica internacional.
Neste sábado (27) completa-se um mês do conflito iniciado entre Estados Unidos, Israel e o Irã. Os ataques na primeira fase causaram vítimas que variam entre 201 e 1.045 mortos, incluindo o líder supremo Ali Khamenei e familiares. Um dos locais mais afetados foi a escola feminina Shajareh Tayyebeh, onde 168 meninas morreram após uma explosão causada por míssil Tomahawk.
Apesar da premissa de eliminar a liderança iraniana, o Irã resistiu e retaliou, atingindo bases estadunidenses em países vizinhos, realizando ataques a Israel e furando o sistema de defesa antiaéreo Domo de Ferro. Ameaças de fechamento do estreito de Ormuz intensificam a pressão no comércio mundial de petróleo.
Analistas apontam a falta de objetivos claros dos EUA no conflito. O presidente Donald Trump teria esperado um resultado similar ao da pressão sobre a Venezuela, algo que não se concretizou no Irã. A resistência iraniana é atribuída a mudanças na doutrina militar desde antigos conflitos, que melhoraram sua capacidade defensiva.
Ainda que sofrendo danos operacionais e atrasos nos programas militares, o regime iraniano mostrou coesão política reforçada após a morte de Khamenei, com maior centralização do poder pelo Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica. Isso diminui as chances de concessões diplomáticas.
Os EUA tentam negociar um cessar-fogo por meio do Paquistão e da Turquia, mas com pouco sucesso. O conflito eleva o risco de escalada nuclear, especialmente diante da cooperação militar entre Arábia Saudita e Paquistão, que poderia ampliar respostas em cadeia, agravando ainda mais a instabilidade regional.
O cenário segue incerto, com impactos globais no mercado energético e um complicado jogo político que indica difícil resolução no curto prazo.
Via Sputnik Brasil