Conflito no Irã e restrição da China elevam risco para fertilizantes e afetam café no Espírito Santo

Guerra no Irã e decisão da China limitam fertilizantes e geram alerta sobre impacto no café do Espírito Santo.
22/03/2026 às 07:01 | Atualizado há 2 horas
               
Conflitos globais ameaçam a segurança do agronegócio e o abastecimento de fertilizantes. (Imagem/Reprodução: Folhavitoria)

A guerra no Irã combinada com a decisão da China de restringir exportações de fertilizantes cria um alerta para o agronegócio brasileiro, que depende de insumos importados. O conflito compromete a oferta de gás natural usado na produção de adubos e afeta rotas logísticas estratégicas, elevando os preços e o risco de desabastecimento.

No Espírito Santo, o setor do café conilon já sente os efeitos dessa situação, com aumento nos custos e insegurança comercial segundo representantes locais. A perspectiva para 2027 aponta riscos maiores, pois os produtores precisarão adquirir fertilizantes antecipadamente para garantir a próxima safra.

Essas dificuldades podem refletir no custo final do café para o consumidor. Recomenda-se que os produtores adotem estratégias cautelosas, como manter estoques reduzidos de diesel e antecipar compras para minimizar riscos e negociar melhores condições diante do cenário instável.

A combinação da guerra no Irã com a decisão da China de limitar exportações de fertilizantes cria um alerta para o agronegócio brasileiro, que depende de importações para cerca de 85% dos insumos consumidos. O conflito afeta a oferta de gás natural, crucial para a produção de adubos, e gera riscos em rotas logísticas como o Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, a China restringe as vendas externas de fertilizantes fosfatados para atender sua demanda interna.

Esse cenário eleva preços e gera risco de desabastecimento, impactando diretamente custos e produtividade, especialmente na produção de soja, milho, cana e café. No Espírito Santo, onde o café conilon representa base econômica, os efeitos já são percebidos. Segundo Marcus Magalhães, presidente do Sindicato dos Corretores de Café do Espírito Santo, o aumento nos custos de diesel, adubos e insegurança comercial já pressiona o setor.

Apesar de o impacto na safra atual ser limitado devido à adubação prévia, o maior desafio está para 2027, quando os produtores precisarão adquirir insumos agora para a próxima safra. O principal risco é a falta dos produtos ou atrasos na entrega, situações que prejudicam a produção ao reduzir a adubação necessária.

Essas dificuldades podem influenciar os preços no varejo, com possível aumento do custo do café para o consumidor. Diante desse quadro, recomenda-se que os produtores adotem estratégias cautelosas, como manter estoques curtos de diesel e antecipar compras de fertilizantes, visando diluir riscos e negociar melhores condições para minimizar os impactos.

Via Folha Vitória

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.