Congo amplia proibição de exportação de cobalto por 3 meses

Congo estende restrição à exportação de cobalto para estabilizar preços no mercado.
21/06/2025 às 13:48 | Atualizado há 2 meses
Exportações de cobalto
Congo, líder na produção de cobalto, enfrenta queda nos preços do mineral essencial. (Imagem/Reprodução: Investnews)

A República Democrática do **Congo**, um dos maiores produtores de cobalto do mundo, estendeu a suspensão das exportações de cobalto por mais três meses. Essa medida visa controlar o excesso de oferta global e sustentar os preços do metal, essencial para a produção de baterias de veículos elétricos. A decisão foi anunciada pela ARECOMS, a agência reguladora do país.

O Congo, responsável por aproximadamente três quartos da produção mundial de cobalto, implementou inicialmente a proibição por quatro meses, a partir de 22 de fevereiro. Essa ação ocorreu em resposta ao aumento da oferta e à consequente queda dos preços, impulsionadas pela expansão da produção da chinesa CMOC em duas grandes minas no país.

A prorrogação da suspensão das exportações de cobalto é justificada pelo “nível ainda elevado de estoque no mercado”, conforme comunicado da ARECOMS. A medida busca equilibrar a oferta e a demanda global, permitindo que o governo congolês exerça maior controle sobre os preços do cobalto.

Desde a implementação da suspensão inicial, os preços de referência do cobalto registraram um aumento de quase 60%. O preço do hidróxido de cobalto, principal produto de exportação do Congo, dobrou no mesmo período. Esses resultados indicam que a medida teve um impacto positivo no mercado.

Além da suspensão, o Congo está explorando estratégias de longo prazo para o setor de **cobalto**, incluindo a possível adoção de cotas de exportação. O objetivo é incentivar o processamento interno do metal e garantir a sustentabilidade dos preços. A ARECOMS planeja anunciar uma nova decisão antes do término da prorrogação, que poderá modificar, estender ou encerrar a suspensão.

O governo do presidente Félix Tshisekedi busca alinhar a oferta de cobalto à demanda global, mas analistas alertam sobre os riscos de controles excessivos. Preços elevados podem levar fabricantes a optar por baterias de veículos elétricos que não utilizam o metal, um argumento também defendido pela CMOC.

Após a CMOC, a Glencore e a Eurasian Resources Group, com apoio do Cazaquistão, são os maiores produtores de cobalto no Congo. É importante destacar que o país também é um grande produtor de cobre, cuja extração ocorre juntamente com a do cobalto, mas as exportações de cobalto não afetam as exportações de cobre.

Via InvestNews

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.