Congresso dos EUA mantém verba da Nasa, mas cancela missão de amostras de Marte

Congresso dos EUA aprova orçamento da Nasa, mas cancela projeto de retorno de amostras de Marte, abrindo espaço para avanço chinês.
18/01/2026 às 09:07 | Atualizado há 2 horas
               
A gestão Trump propôs reduzir em 47% o orçamento científico da agência espacial. (Imagem/Reprodução: Redir)

O Congresso dos Estados Unidos aprovou o orçamento da Nasa para 2026 com uma leve redução de 1%, garantindo US$ 24,4 bilhões para a agência. Essa decisão evita cortes drásticos que ameaçavam várias missões espaciais, assegurando continuidade em projetos voltados a Vênus, asteroides, Júpiter e a observação da Terra.

Por outro lado, o plano de trazer amostras de Marte para a Terra foi cancelado devido a limitações orçamentárias e decisão da atual gestão federal. Enquanto isso, a China planeja lançar sua missão Tianwen-3 em 2028 para realizar essa tarefa, posicionando-se como principal concorrente.

Apesar dos desafios, incluindo a perda de cerca de 4.000 funcionários durante a crise orçamentária, a Nasa continuará suas pesquisas. O Congresso mostra apoio legislativo, mesmo que a política executiva restrinja parte dos projetos mais ambiciosos, como o retorno marciano.

O Congresso dos Estados Unidos aprovou o orçamento para a Nasa em 2026, mantendo a verba praticamente estável, com uma redução de apenas 1% em relação ao ano anterior, totalizando US$ 24,4 bilhões. A decisão representa um alívio após a proposta inicial da Casa Branca que sugeria um corte de quase 25%, colocando a ciência espacial em risco.

Apesar da aprovação orçamentária que salvou diversas missões importantes, como as voltadas a Vênus, asteroides, Júpiter, o cinturão de Kuiper e a observação da Terra, o esforço de trazer amostras de Marte para a Terra foi cancelado. Esse projeto já enfrentava problemas de orçamento e a atual gestão federal apoiou seu encerramento, com o Congresso concordando em destinar apenas US$ 110 milhões para futuras missões marcianas, uma quantia muito modesta.

A perda do projeto de retorno de amostras de Marte abre espaço para que a China avance no domínio dessa área, planejando lançar a missão Tianwen-3 em 2028 e trazer as primeiras amostras do planeta vermelho em 2031, sem concorrência direta americana.

O orçamento aprovado também indica a manutenção das demais iniciativas científicas da agência, embora a perda de cerca de 4.000 funcionários motivada por demissões voluntárias durante o impasse orçamentário seja um desafio a ser superado pela Nasa. O caminho fica aberto para a retomada das pesquisas espaciais, ainda que sem o retorno marciano, destacando a tensão entre o apoio legislativo e as decisões executivas atuais.

Via Folha de S.Paulo

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