A instalação militar HAARP, localizada no interior do Alasca, é conhecida por pesquisas na ionosfera por meio de ondas de rádio de alta frequência. Desde sua criação em 1993, o projeto chamou a atenção por seu financiamento militar e por sua complexa missão científica, que visa estudar fenômenos atmosféricos ligados ao clima espacial e comunicação.
Apesar das suspeitas e teorias conspiratórias que associam o HAARP a controle mental e manipulação do clima, especialistas afirmam que essas alegações não têm fundamentação científica. O projeto é considerado seguro e sua potência é baixa em comparação a fenômenos naturais como tempestades.
Desde 2015, a Universidade do Alasca ficou responsável pelo gerenciamento da instalação, que agora é aberta ao público para maior transparência. Embora as controvérsias persistam, a comunidade científica enfatiza a importância da instalação para pesquisas atmosféricas legítimas.
No interior do Alasca, a instalação conhecida como HAARP (High Frequency Active Auroral Research Program) tem sido foco de debates desde sua criação em 1993. O projeto oficial visa estudar a ionosfera, camada superior da atmosfera, por meio do disparo de ondas de rádio de alta frequência. A pesquisa busca entender fenômenos ligados ao clima espacial e sistemas de comunicação.
O financiamento inicial veio da Força Aérea, Marinha dos EUA, Defense Advanced Research Projects Agency e da Universidade do Alasca em Fairbanks. A combinação entre recursos militares, local remoto e uma missão pouco clara para o público alimentou suspeitas e teorias conspiratórias ao longo dos anos.
Nos anos 1990, figuras como a parlamentar Elisabeth Rehn e ativistas levantaram questionamentos sobre o uso do HAARP para manipulação ambiental. Acusações afirmam que o projeto poderia causar terremotos, influenciar o clima e até controlar mentes. Essas alegações chegaram a ser debatidas no Parlamento Europeu e associadas a grandes tragédias naturais.
Especialistas, como o físico Umran Inan, da Universidade de Stanford, negam essas teorias. Ele destaca que a potência das ondas emitidas pelo HAARP é muito baixa comparada a fenômenos naturais, como tempestades e raios, tornando inviável qualquer manipulação climática.
Desde 2015, a gestão do HAARP passou completamente para a Universidade do Alasca em Fairbanks, e o local passou a receber visitas públicas para aumentar a transparência. A comunidade científica considera as teorias sobre controle mental e manipulação do clima sem base sólida. Ainda assim, o mistério em torno da instalação persiste entre o público.
Via Danuzio News