O que é o Conselho da Paz proposto por Trump e qual o papel da ONU

Entenda o Conselho da Paz criado por Trump, aprovado pela ONU, e seus impactos na reconstrução de Gaza e na diplomacia global.
21/01/2026 às 21:02 | Atualizado há 3 horas
               
O Conselho da Paz, com papel inicial em Gaza, pode ampliar sua atuação além da ONU. (Imagem/Reprodução: Super)

Donald Trump propôs o Conselho da Paz para supervisionar a Faixa de Gaza e mediar conflitos globais, com foco inicial na reconstrução da região. O conselho recebeu aprovação da ONU, embora com abstenções importantes.

O Conselho prevê liderança vitalícia de Trump, com poderes significativos, incluindo veto e escolha dos membros. Países interessados devem contribuir para a reconstrução de Gaza para participar.

A iniciativa amplia a atuação para além de Gaza, questionando o papel tradicional da ONU e levantando debates sobre a influência dos Estados Unidos na diplomacia mundial.

Donald Trump lançou a proposta de um Conselho da Paz para supervisionar a Faixa de Gaza durante um governo de transição e atuar na mediação de conflitos globais. Inicialmente focado na reconstrução de Gaza, o órgão pode representar uma alternativa ao Conselho de Segurança da ONU, com amplos poderes concedidos a Trump.

Este Board of Peace recebeu aprovação em novembro de 2025 pelo Conselho de Segurança da ONU, com 13 votos a favor, e abstenção de China e Rússia. A proposta prevê uma liderança vitalícia de Trump, que terá poder de veto e escolha dos membros. Países que quiserem ser membros permanentes devem contribuir com US$ 1 bilhão para a reconstrução de Gaza.

Dezenas de líderes mundiais foram convidados a integrar o Conselho, incluindo nomes como Vladimir Putin, Emmanuel Macron e Jair Bolsonaro. Um conselho executivo já foi formado, composto por figuras políticas, econômicas e pessoais próximas a Trump, sem representantes palestinos confirmados até o momento.

O estatuto do Conselho defende um papel mais ágil para a manutenção da paz, criticando diretamente as instituições tradicionais da ONU. Trump já demonstrou afastamento da organização, retirando os Estados Unidos de várias entidades vinculadas a ela.

O Conselho da Paz pode, portanto, funcionar não só no âmbito de Gaza, mas também como mediador em outras regiões de conflito, o que foge ao escopo inicialmente aprovado pela ONU. A iniciativa levanta questões sobre a influência dos Estados Unidos na cena internacional e o futuro da diplomacia multilateral.

Via Super

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