O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião para discutir a recente intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, que levou à deposição do presidente Nicolás Maduro. O secretário-geral António Guterres alertou para os riscos dessa ação, destacando a importância da legalidade e da Carta das Nações Unidas.
A solicitação da reunião partiu da Colômbia e recebeu o apoio da Rússia e da China, refletindo as tensões entre Washington e Caracas. Nos encontros anteriores, já foram abordadas questões relacionadas à situação venezuelana, que permanece instável.
Além da ação militar, os EUA intensificaram a presença na região, aplicando bloqueios e sanções econômicas contra a Venezuela. A diplomacia global acompanha atentos às consequências desse conflito e à defesa da soberania do país sul-americano.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas marcará reunião nesta segunda-feira (5), após o ataque dos Estados Unidos na Venezuela que levou à deposição do presidente Nicolás Maduro. O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou a ação como um precedente perigoso, ressaltando a importância do respeito ao direito internacional e à Carta da ONU.
A Colômbia solicitou a convocação do Conselho, com apoio da Rússia e China, em meio a tensões crescentes entre Washington e Caracas. Em outubro e dezembro, já ocorreram encontros para tratar dessa situação. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que Washington gerenciará a Venezuela “até o momento em que possamos fazer uma transição segura, adequada e criteriosa”, mas sem detalhes sobre como isso será feito.
O embaixador venezuelano na ONU, Samuel Moncada, acusou os EUA de promoverem uma “guerra colonial” para derrubar um governo eleito e impor um regime que facilite a exploração das vastas reservas de petróleo do país. Ele afirmou que os Estados Unidos violaram a Carta da ONU ao usar força contra a integridade territorial da Venezuela.
A ação militar recente dos EUA também envolveu a intensificação da presença militar na região, bloqueio de embarcações e interceptação de navios-tanque com petróleo venezuelano, parte das sanções que Washington impõe contra o país sul-americano.
Via Money Times