A **COP30 em Belém** está sob risco devido aos altos preços dos hotéis. O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, expressou preocupação com o aumento abusivo das tarifas, que pode impedir a participação de diversos países. O governo está se esforçando para negociar tarifas mais acessíveis e garantir a realização do evento no Brasil.
O aumento dos preços da hospedagem tem gerado revolta entre os países, especialmente os em desenvolvimento, que podem não conseguir arcar com os custos. Segundo o embaixador, os hotéis de Belém estão cobrando até dez vezes mais do que o normal. A situação é tão crítica que alguns países cogitam pedir a mudança da sede da COP30 em Belém.
André Corrêa do Lago ressaltou a importância da cúpula, que faz parte de um processo iniciado na Rio-92. O evento ocorrerá em um momento crucial, com a publicação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC) até 2035. A cúpula revelará o quão perto ou longe estamos de limitar o aumento da temperatura global em 1,5 ºC.
O embaixador enfatizou que a COP30 em Belém deve se destacar pela implementação de soluções e tecnologias existentes para avançar em um novo modelo econômico de baixo carbono. A Iniciativa Climática para Óleo e Gás (OGCI) será convidada para participar das negociações.
Para a transição energética, são necessários mais recursos, e a participação da OGCI pode viabilizar os investimentos necessários. A forma como o mundo lidará com os combustíveis fósseis é um tema importante a ser discutido na COP30 em Belém.
Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás (IBP), afirmou que o setor está comprometido com a descarbonização e busca formas de financiar a transição energética. Ele também destacou que a transição não pode agravar a pobreza energética, pois os combustíveis fósseis ainda são importantes para várias economias.
A expectativa é que a COP30 em Belém impulsione a discussão sobre o uso de combustíveis fósseis no setor industrial, como petroquímica e fertilizantes. O governo e o setor privado buscam alternativas para viabilizar a conferência e garantir a participação de todos os países.
Via InfoMoney