O Copom do Banco Central decidiu reduzir a taxa Selic para 14,75% ao ano, encerrando um ciclo com a taxa mantida em 15%. A decisão leva em conta os impactos do conflito no Oriente Médio, que influenciam os preços das commodities e pressionam a inflação no Brasil.
O bloqueio no estreito de Ormuz elevou o preço do barril de petróleo, dificultando cortes mais expressivos na Selic. A estimativa de inflação para 2027 subiu de 3,2% para 3,3%, reforçando a cautela na política monetária.
Com a alta pressão inflacionária e o cenário externo instável, o Copom optou por uma redução moderada e indicou que futuros cortes dependerão dos dados econômicos que vierem nos próximos meses.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil reduziu a taxa básica de juros para 14,75% ao ano, encerrando um ciclo de seis reuniões com a Selic mantida em 15%. A decisão considera os impactos dos conflitos no Oriente Médio, principalmente sobre preços de commodities e a cadeia de suprimentos global, que afetam diretamente a inflação no país.
O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã resultou no bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Essa interrupção elevou o preço do barril Brent acima de US$ 100, pressionando custos de produção e dificultando uma redução mais expressiva da Selic.
No comunicado, o Copom destacou que os riscos para a inflação, que já estavam acima do habitual, aumentaram após o início dos conflitos. A projeção de inflação para o terceiro trimestre de 2027 foi ajustada de 3,2% para 3,3%, reforçando a cautela na política monetária.
Antes da reunião, a expectativa era de um corte mais acelerado, chegando a 0,50 ponto percentual. No entanto, o cenário externo levou a uma estratégia gradual, com os próximos passos condicionados à evolução dos dados econômicos.
O Relatório Focus do Banco Central apontou que as projeções para o IPCA em 2026 subiram de 3,91% para 4,10% em apenas uma semana, indicando maior pressão inflacionária. Além disso, o mercado ajustou os juros futuros, com a Selic prevista em 12,25% para o final de 2026, sinalizando um ciclo de cortes mais lento.
Esse movimento reflete o ambiente externo incerto que tornou mais complexa a calibragem da política monetária deste ano.
Via Forbes Brasil