Cosan e Shell encerram negociações sobre aumento de capital da Raízen

Cosan e Shell encerram negociações sobre aporte financeiro na Raízen após divergências entre acionistas.
04/03/2026 às 11:41 | Atualizado há 2 horas
               
Shell seguirá investindo e apoiando produtora nas negociações financeiras. (Imagem/Reprodução: Forbes)

Cosan e Shell interromperam as negociações para capitalização da Raízen devido à falta de consenso sobre os aportes financeiros. A Shell planejava investir R$ 3,5 bilhões, enquanto a Cosan e o presidente da Raízen apresentaram valores menores.

Mesmo com o rompimento, a Shell mantém a intenção de investir e apoiar a Raízen nas negociações com bancos e credores. A empresa enfrenta dificuldades financeiras, incluindo dívidas elevadas e impactos climáticos adversos.

A Raízen enfrenta uma dívida líquida de R$ 55,3 bilhões e incertezas sobre a continuidade das operações. Fundos ligados ao Banco BTG Pactual desistiram do aporte devido a divergências com os termos propostos pela Shell.

As negociações para a capitalização da produtora de açúcar e etanol Raízen foram interrompidas após falta de consenso entre os coproprietários Cosan e Shell, segundo fonte próxima ao assunto.

A Shell afirmou que pretende investir R$ 3,5 bilhões na empresa e aguardava que outro acionista aportasse valor semelhante. Durante as tratativas, a Shell se comprometeu a colocar R$ 3,5 bilhões, enquanto a Cosan ofereceu R$ 1 bilhão e o presidente da Raízen, Rubens Ometto, um aporte de R$ 500 milhões.

Mesmo com o rompimento das negociações, a Shell mantém a intenção de executar seu investimento e apoiar a Raízen nas conversas com bancos e credores.

A Raízen, controlada igualmente por Shell e Cosan, enfrenta dificuldades financeiras por causa de investimentos elevados, condições climáticas adversas e incêndios florestais que afetaram as safras. A dívida líquida chegou a R$ 55,3 bilhões no fim de 2025.

O conglomerado Cosan não conseguiu igualar o nível de investimento anunciado pela Shell e teve algumas propostas rejeitadas, enquanto fundos ligados ao Banco BTG Pactual também optaram por não aportar, devido a discordâncias sobre os termos sugeridos pela Shell.

Com os resultados negativos e os desafios enfrentados, a Raízen informou haver “incerteza significativa” sobre sua capacidade de manter as operações, conforme comunicado em fevereiro.

Via Forbes Brasil

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