Em janeiro, 29 brasileiros morreram devido a complicações da Covid-19, tornando o vírus o agente respiratório mais letal do mês. No total, 163 mortes por Síndromes Respiratórias Agudas Graves foram registradas, mas muitos casos ainda aguardam identificação do vírus responsável.
Além da Covid-19, outros vírus como Influenza A H3N2 e Rinovírus também causaram mortes em janeiro. A maioria dos óbitos ocorreu em São Paulo, especialmente entre idosos acima de 65 anos, grupo prioritário para vacinas contra a Covid no país.
Apesar da vacinação estar incorporada no calendário oficial, a cobertura vacinal permanece abaixo do ideal, com menos da metade das doses disponíveis aplicadas. O número elevado de casos graves e mortes evidencia desafios ainda presentes no controle da doença no Brasil.
Em janeiro, pelo menos 29 brasileiros morreram por complicações ligadas à Covid-19, tornando o vírus o mais letal entre os agentes respiratórios monitorados no mês, aponta o informativo Vigilância das Síndromes Gripais. As mortes por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) chegaram a 163, porém, 117 casos ainda aguardam identificação do vírus causador.
Além da Covid-19, que contabilizou 29 óbitos, a Influenza A H3N2 e o Rinovírus foram responsáveis por sete mortes cada, seguidos pela Influenza A não subtipada, com seis casos. Outros vírus, como H1N1, Influenza B e VSR, somaram cinco falecimentos. No total, 4.587 casos de SRAG foram registrados no período, com a maioria sem identificação viral precisa.
São Paulo concentrou a maior quantidade de mortes confirmadas: 15 óbitos em 140 casos notificados. A faixa etária mais atingida é a dos idosos acima de 65 anos, com 108 mortes, sendo 19 por SarsCov-2. A vacinação contra a Covid-19 foi incorporada ao calendário básico em 2024 para crianças, idosos e gestantes, além de grupos especiais que devem buscar reforço.
No entanto, a cobertura vacinal está abaixo do ideal: em 2025, menos de quatro em cada dez doses disponíveis foram aplicadas, com apenas 8 milhões de 21,9 milhões distribuidas usadas. O monitoramento da Fiocruz indica ainda mais de 10 mil casos graves de Covid e cerca de 1.700 mortes em 2025, reforçando desafios na prevenção e controle.
Via Tribuna Online