Credores Executam Garantias de Nelson Tanure em Dívida Bilionária

Credores tomam ações de Light e Alliança de Nelson Tanure após inadimplência nos juros da dívida de R$ 1,3 bi.
08/02/2026 às 07:01 | Atualizado há 2 horas
               
Nelson Tanure enfrenta novo desafio no mercado de capitais. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

Nelson Tanure enfrenta um revés financeiro após credores executarem as ações dadas em garantia por dívidas contraídas para a compra da Ligga Telecom. Embora o valor principal tenha sido pago, os juros não foram quitados, deixando um saldo em aberto elevado.

As ações da Light e Alliança Saúde passaram para o controle dos fundos credores como resultado da execução. A situação de Tanure é agravada por investigações da Polícia Federal, que ele nega, e pela falta de crédito no mercado.

O BTG já iniciou venda das ações da Alliança, enquanto as ações da Light continuam negociadas na bolsa, mas com preocupações sobre compromissos financeiros futuros. Tanure já perdeu outras participações em empresas devido a restrições no crédito e vê essa execução como forma de preservar os negócios.

Nelson Tanure enfrenta um novo revés no mercado de capitais. Os credores Prisma, Farallon, BTG e Santander, que haviam emprestado R$ 1,5 bilhão para a compra da Ligga Telecom em 2020, tomaram as ações da Light e da Alliança Saúde dadas em garantia pelo empresário.

Apesar de ter quitado o valor principal da dívida, Tanure não conseguiu arcar com os juros acumulados, deixando um saldo em aberto estimado em R$ 1,3 bilhão. As ações de Light e Alliança, incorporadas às garantias durante uma renegociação em 2023, foram executadas após a constatação do agravamento da situação do empresário, influenciada pela investigação da Polícia Federal sobre possível ligação dele com o Banco Master, o que ele nega.

Os credores consideram que Tanure está pressionado, sem crédito no mercado e sem controle eficiente sobre as finanças das empresas envolvidas, o que motivou o vencimento antecipado da dívida. Com isso, o FIP Opus, que reúne os créditos dos quatro fundos, detém 9,9% da Light e 49,11% da Alliança, enquanto um FIDC da Prisma passou a controlar 10,7% da companhia de saúde.

Embora nenhum credor queira manter as ações, o BTG já iniciou um processo para vender o controle da Alliança por meio de uma oferta pública de ações. Na Light, as ações possuem liquidez na bolsa, mas há preocupações com compromissos financeiros futuros relacionados à renovação da concessão.

Tanure já perdeu participações em outras empresas, como Prio e EMAE, impactadas pelas restrições de crédito. Segundo fontes, ele entendeu que a execução das garantias era o caminho para preservar as companhias e evitar uma deterioração maior.

Via Brazil Journal

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.