As rodadas secundárias de startups estão crescendo, refletindo uma mudança significativa no cenário de investimentos. Com IPOs enfrentando desafios, investidores buscam oportunidades no mercado secundário. Um estudo da CB Insights informa que as transações secundárias aumentaram 56% em um mês.
Além disso, os descontos médios nesse mercado estão diminuindo, passando de -55% para -13% em menos de um ano. Isso ocorre em um contexto onde o tempo para uma empresa realizar um IPO aumentou consideravelmente, levando muitos a apostar em startups antes de se tornarem públicas.
Por fim, muitas startups promissoras estão atraindo investidores, evidenciando um novo dinamismo no mercado. Com bilhões em financiamentos direcionados para tecnologias privadas, as rodadas de financiamento em estágios avançados, como a da Databricks, mostram que o interesse por inovações continua forte.
A observação de que as rodadas secundárias de startups estão em crescimento destaca uma mudança importante no cenário de investimentos. Enquanto o panorama dos IPOs e fusões e aquisições patrocinados por empresas de capital de risco continua a enfrentar dificuldades, o mercado secundário se torna uma alternativa cada vez mais atrativa para investidores.
Um estudo da **CB Insights**, em parceria com a **EquityZen**, revela que as transações secundárias aumentaram pela sétima vez consecutiva em termos anuais, refletindo um crescimento contínuo. No último trimestre, houve um aumento de 56% nas transações de junho em comparação com o mês anterior. Esse fenômeno se deve, em parte, ao crescente interesse por startups mais novas, com investidores buscando participações em empresas promissoras antes que elas se tornem públicas.
Além disso, o relatório aponta que os descontos médios no mercado secundário estão diminuindo. Os descontos caíram de -55% para -13% em um espaço de tempo de menos de um ano. Esse movimento é influenciado por um prolongado ciclo de espera para que as empresas realizem suas ofertas públicas iniciais.
O tempo necessário para realizar um IPO passou de menos de quatro anos no ano 2000 para 12 anos em 2015, e agora quase 16 anos atualmente. Jared Carmel, Managing Partner da **Manhattan Venture Partners**, sugere que essa tendência pode se intensificar, com empresas permanecendo privadas por até 20 anos. Ele destaca que, à medida que mais capital é direcionado para os mercados privados, a liquidez será um fator crucial.
Historicamente, mais de US$ 2 trilhões em financiamento, cerca de 90% desse total, foram levantados na última década apenas em mercados privados de tecnologia. Nesse contexto, os unicórnios menores e startups emergentes também têm atraído a atenção dos investidores. No segundo trimestre de 2025, sete das dez principais empresas em transações secundárias apresentaram avaliações de mais de US$ 1 bilhão, com nomes como **Axiom Space**, **Brex** e **Skild AI**.
As rodadas de financiamento em estágios avançados também chamam a atenção. Recentemente, a **Databricks** levantou uma Série K que elevou sua avaliação a US$ 100 bilhões, evidenciando a normalização das rodadas em estágios mais elevados. Nos últimos 18 meses, ocorreram as maiores rodadas de Seed, Série A, Série B, Série D e E+, com inteligência artificial recebendo investimentos significativos. Entre os principais aportes está um cheque de US$ 2 bilhões destinado à **Thinking Machines**, e um investimento de US$ 3 bilhões na **Altos**, empresa biotecnológica apoiada por Jeff Bezos.
Atualmente, a dinâmica do mercado está visivelmente se transformando. As rodadas secundárias de startups se destacam como uma solução emergente para investidores em busca de oportunidades. Isso sinaliza uma mudança nas estratégias de captação e nas expectativas sobre o futuro das startups.
Via Startups