A escassez global de chips de memória RAM está impactando a produção de eletrônicos no Brasil. A Samsung alerta que os preços de celulares, notebooks, TVs e carros devem subir devido a esse cenário inédito.
A alta demanda por chips avançados usados em inteligência artificial está diminuindo a oferta das memórias tradicionais. Isso pressiona os custos dos dispositivos, que podem sair com menos memória ou com valores mais elevados.
Especialistas também destacam que impostos, câmbio e logística agravam essa alta no Brasil. A crise deve perdurar até 2027, com fabricantes buscando formas de estabilizar o mercado durante esse período.
A escassez global de chips de memória RAM está gerando um aumento nos custos de produção e pode elevar os preços de celulares, notebooks, TVs e até carros no Brasil. A Samsung, maior fabricante mundial de TVs, reconheceu que o cenário é “sem precedentes” e ressaltou que o impacto nos valores dos dispositivos é quase inevitável.
A memória RAM é essencial para armazenar temporariamente dados que os dispositivos usam enquanto estão ligados. Quanto maior sua capacidade, mais tarefas podem ser executadas simultaneamente, o que influencia diretamente no desempenho de celulares, computadores, tablets, smart TVs, e outros eletrônicos do dia a dia.
O aumento da demanda por chips avançados, usados em data centers para inteligência artificial (IA), tem direcionado a produção para essas tecnologias. Isso reduziu a oferta de memórias tradicionais, pressionando os preços de produtos que dependem delas, segundo especialistas como Paulo Vizaco, diretor da Kingston no Brasil.
Na prática, a escassez pode levar a duas situações: venda de aparelhos com menos memória do que o ideal, ou aumento no custo dos dispositivos. Por exemplo, um modelo de memória RAM DDR4 de 16 GB teve seu preço mais que dobrado em semanas, saltando de R$ 650 para R$ 1.599 na plataforma Zoom.
Fatores adicionais, como impostos, câmbio e logística, intensificam o impacto no Brasil. A previsão é que essa crise dure até pelo menos 2027, com as fabricantes buscando estratégias para minimizar os efeitos no abastecimento e manter o mercado estável durante esse período.
Via g1