CSN anuncia venda rápida de ativos para equilibrar dívidas

CSN planeja vender ativos como CSN Cimentos e infraestrutura para reduzir dívidas em R$ 15 a 18 bi. Saiba os detalhes desta estratégia.
26/03/2026 às 18:01 | Atualizado há 2 horas
               
CSN obtém empréstimo de US$ 1,4 bi e anuncia venda de ativos para ajustar dívida. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

A CSN confirmou a intenção de vender a CSN Cimentos e participação em ativos de infraestrutura para equilibrar sua dívida de curto prazo. O presidente Benjamin Steinbruch afirmou que essas operações serão concluídas rapidamente, idealmente antes das eleições.

Memorandos de entendimento devem ser finalizados em 30 dias e uma lista curta deve sair em até dois meses, com interesse de grupos chineses e da J&F Investimentos. A venda pode levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões para a empresa.

Esse plano é sustentado por um empréstimo de US$ 1,4 bilhão, com prazo de cinco anos e garantias dos ativos à venda. Apesar da alavancagem ainda alta e pressão nas debêntures, a CSN aposta na confiança do mercado para acelerar os desinvestimentos.

A CSN anunciou que vai vender a CSN Cimentos e uma participação minoritária em sua área de infraestrutura após obter um empréstimo de até US$ 1,4 bilhão para equilibrar sua dívida de curto prazo. O presidente Benjamin Steinbruch garante que as vendas serão rápidas e que o objetivo é concluir os negócios antes das eleições.

Nos próximos 30 dias, os memorandos de entendimento (MOUs) com potenciais compradores devem ser finalizados, com uma shortlist prevista para sair em até dois meses. Três grupos chineses já assinaram MOUs para a operação da CSN Cimentos, e a J&F Investimentos estaria interessada.

No setor de infraestrutura, a intenção é vender até 40% de ativos como a ferrovia MRS, o terminal portuário Tecar, o terminal de contêineres no porto de Itaguaí e o Grupo Tora. Fundos e parceiros estratégicos mostram interesse, o que pode acelerar essas negociações.

Internamente, a CSN espera levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões com os desinvestimentos. O empréstimo sindicalizado tem prazo de cinco anos, taxa vinculada ao juro dos EUA mais 6%, e é garantido pelos ativos à venda, demonstrando comprometimento com o plano.

Apesar disso, as debêntures da CSN seguem pressionadas, com quedas significativas no valor de mercado, reflexo da dívida e da situação externa. A alavancagem da empresa subiu para 3,47x no último trimestre, e o mercado permanece cauteloso, aguardando o avanço das vendas para rever avaliações.

Segundo Steinbruch, o financiamento junto a bancos como Morgan Stanley, Citi, HSBC, BB e Bradesco reforça a confiança na capacidade financeira da CSN enquanto as operações progridem.

Via Brazil Journal

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