CSN cria empresa de infraestrutura para reduzir dívida bilionária

CSN prepara cisão bilionária com ativos logísticos para fortalecer seu balanço financeiro e reduzir dívidas.
05/11/2025 às 15:23 | Atualizado há 5 meses
               
CSN Infraestrutura
CSN Infraestrutura unirá 7 ativos logísticos e prevê capitalização bilionária em 2026. (Imagem/Reprodução: Investnews)

A CSN está criando a CSN Infraestrutura para reunir seus principais ativos logísticos, como ferrovias, portos e rodovias. O objetivo é gerar liquidez e ajudar o grupo a diminuir sua dívida crescente.

A nova empresa vai concentrar sete ativos estratégicos e deve trazer bilhões de reais em capital para a companhia. A operação pode incluir venda minoritária, joint venture ou até um IPO, previsto para 2026.

Esse movimento visa garantir um balanço mais forte para a CSN, diminuindo a alavancagem sem vender negócios essenciais. A expectativa é reduzir o índice de dívida em relação ao Ebitda, melhorando a saúde financeira da empresa.
A CSN Infraestrutura está sendo preparada para concentrar os ativos logísticos do grupo CSN, incluindo ferrovias, portos e rodovias. Essa nova companhia surge como um eixo de geração de liquidez para o conglomerado de Benjamin Steinbruch, que busca reduzir a alavancagem financeira da empresa. A iniciativa representa um passo importante no plano de desalavancagem da CSN, visando fortalecer seu balanço financeiro.

A criação da CSN Infraestrutura é vista como um movimento estratégico para otimizar a estrutura de capital da companhia. Segundo Antonio Marco Rabello, CFO da CSN, a nova empresa reunirá sete ativos importantes. A expectativa é que essa operação traga bilhões de reais em liquidez para o grupo, através da monetização parcial desses ativos.

O anúncio da estruturação do spin-off da CSN Infraestrutura está previsto para as próximas semanas. A capitalização efetiva, que pode envolver a venda minoritária, joint venture ou IPO, deve ocorrer ao longo de 2026. Esse cronograma permite que a companhia consolide seus resultados e realize um valuation independente.

Benjamin Steinbruch, CEO da CSN, reforçou a prioridade em reduzir a dívida e fortalecer o balanço da empresa. O pacote de infraestrutura da CSN Infraestrutura inclui a participação de 37,5% na MRS Logística, os terminais portuários de Sepetiba e Itaguaí, a Tora Logística e instalações rodoviárias e ferroviárias integradas à CSN Mineração.

Internamente, o projeto é considerado um “atalho não-dilutivo” para diminuir a alavancagem financeira da CSN. A meta é atingir 3 vezes o Ebitda ainda este ano, impulsionado pela geração operacional. A expectativa é que a CSN Infraestrutura contribua para reduzir esse patamar abaixo de 2,5 vezes em 2026, sem a necessidade de vender negócios considerados essenciais, como mineração ou cimento.

Simultaneamente, o grupo CSN avança em negociações no setor de energia, buscando um parceiro estratégico para os ativos elétricos da antiga CEEE-G. A estratégia adotada é semelhante à da CSN Infraestrutura: vender uma fatia do negócio, mantendo o controle sobre as operações.

No terceiro trimestre de 2025, a CSN registrou uma receita líquida de R$ 11,8 bilhões, representando um aumento de 6,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado atingiu R$ 3,3 bilhões, um crescimento de 8,8%, impulsionado pelo desempenho notável das divisões de mineração, cimentos e logística.

O lucro líquido da CSN foi de R$ 76 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 130 milhões do trimestre anterior. Esse resultado positivo foi influenciado pela diminuição das despesas financeiras e pela variação cambial favorável. A margem Ebitda alcançou 26,8%, a maior do ano, refletindo a otimização operacional e os ganhos de eficiência.

Benjamin Steinbruch expressou confiança no momento de maturidade da CSN, reiterando o foco em reduzir a dívida e manter a eficiência operacional. A criação da CSN Infraestrutura é um passo estratégico para alcançar esses objetivos e impulsionar o crescimento sustentável da companhia.

Via InvestNews

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.