Cuba enfrenta a pior crise econômica em mais de seis décadas, com apagões de até 20 horas diárias, falta de alimentos e alta inflação. A redução do apoio da Venezuela no fornecimento de petróleo agrava a escassez de energia e impacta setores como o transporte e a saúde pública.
O sistema de racionamento praticamente colapsou, e o acesso a gasolina é limitado, com agendamento demorado. Empresas privadas crescem, mas preços altos dificultam o acesso para grande parte da população. O governo culpa o embargo dos EUA, enquanto especialistas apontam falhas na gestão como causas adicionais.
Essa combinação de fatores aumentou a migração, com cerca de 2,75 milhões de cubanos deixando o país desde 2020 em busca de melhores condições de vida.
Cuba enfrenta sua pior crise econômica em mais de seis décadas, marcada por apagões frequentes, falta de alimentos e dificuldades na rede de proteção social. O país acumula uma queda significativa no PIB, aumento da inflação e restrições no fornecimento de bens essenciais, fatores que pressionam a população local. A redução do apoio da Venezuela, principal fornecedor de petróleo, agravou a situação energética e industrial da ilha.
Os apagões podem durar até 20 horas diárias em algumas regiões, prejudicando indústrias como a do níquel e impactando serviços básicos. A dependência do petróleo venezuelano diminuiu, saindo de cerca de 90 mil para apenas 35 mil barris diários, o que afeta diretamente o transporte, a coleta de lixo e a saúde pública. A escassez de remédios e a inflação alta agravam o dia a dia dos cubanos.
O sistema de racionamento de alimentos praticamente deixou de funcionar, e o acesso a gasolina requer agendamento com semanas de antecedência. As empresas privadas, legalizadas recentemente, têm ganhado importância, apesar dos altos preços, inacessíveis para grande parte da população com renda local.
Embora o governo atribua o colapso ao embargo dos Estados Unidos, especialistas apontam que erros de gestão e regulamentações pesadas também contribuem para o cenário atual.
A combinação desses fatores levou a uma onda intensa de migração, com cerca de 2,75 milhões de cubanos deixando o país desde 2020.
Via InfoMoney