A Superintendência de Relações com Empresas da CVM decidiu que a Marisa deve revisar suas demonstrações financeiras dos últimos três anos. A medida inclui as demonstrações anuais de 2022 a 2024 e os formulários trimestrais de 2023 a 2025. A empresa recebeu a notificação oficial na última sexta-feira, com a necessidade de incluir provisões relacionadas a processos tributários.
Essas provisões são valores destinados a cobrir obrigações futuras prováveis, como no caso da M Serviços, uma controlada da Marisa. A CVM acredita que a inclusão dessas provisões é fundamental para a transparência das informações financeiras da varejista. O impacto na performance financeira da Marisa pode ser significativo, uma vez que o último balanço apresentava um prejuízo considerável.
Embora os assessores da Marisa considerem a situação como “possível” e tenham optado por não criar a provisão até agora, a CVM definiu que a transparência é crucial. Se não forem feitas as adequações, a exploração do mercado de ações pela Marisa pode ser prejudicada, afetando investidores e stakeholders envolvidos.
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A Marisa refazer demonstrações financeiras é o que foi determinado pela Superintendência de Relações com Empresas da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A varejista deve revisar suas demonstrações financeiras anuais de 2022 a 2024, assim como os formulários de informações trimestrais de 2023 a 2025. A decisão foi comunicada ao mercado nesta sexta-feira (3), por meio de um fato relevante.
O pedido da CVM é que a Marisa constitua provisões sobre processos tributários que envolvem a M Serviços, que é uma controlada indireta da companhia e atua como prestadora de serviços nos balcões das lojas.
As provisões são valores separados nas demonstrações financeiras, destinados a cobrir uma obrigação futura que é provável, mas ainda não totalmente definida. A Marisa refazer demonstrações financeiras dos últimos três anos, incluindo essas provisões, pode ter um impacto significativo em seus indicadores financeiros.
Em comunicado, a Marisa informou que, nas notas explicativas de suas demonstrações de 31 de dezembro de 2024, seus assessores jurídicos avaliaram a probabilidade de perda nesses processos tributários como “possível”, um termo que, pelas normas contábeis, não exige a criação de uma provisão.
A empresa também mencionou que houve uma decisão administrativa recente que foi favorável, e que essa decisão foi a base para a decisão de não constituir a provisão até o momento.
Apesar disso, a área técnica da CVM acredita que o reconhecimento das provisões é necessário. A Marisa está atualmente avaliando a decisão e considerando se irá apresentar um recurso com efeito suspensivo, o que evitaria a necessidade de Marisa refazer demonstrações financeiras imediatamente.
É importante lembrar que o último balanço anual da Marisa já havia sido divulgado com uma ressalva da BDO, empresa de auditoria. Segundo a BDO, o passivo não circulante da varejista está subavaliado, e o patrimônio líquido está superavaliado em R$ 195,6 milhões. Além disso, o prejuízo do exercício foi subavaliado em R$ 40,9 milhões no resultado de 2024.
Sem as provisões no balanço, a Marisa apresentou um prejuízo líquido de R$ 315,8 milhões em 2024. Atualmente, o valor de mercado da varejista na B3 é de pouco mais de R$ 600 milhões.
A determinação da CVM para que a Marisa refazer demonstrações financeiras visa garantir a transparência e a correta representação da situação financeira da empresa, protegendo os interesses dos investidores e demais stakeholders.
Via Money Times
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