Grandes empresas e líderes da indústria espacial avaliam a construção de data centers no espaço para atender à crescente demanda por energia e espaço que os centros terrestres não suportam mais. Esses centros orbitais seriam alimentados por energia solar constante e funcionariam sem as limitações ambientais da Terra.
O Google e outras empresas como SpaceX e Tesla estão investindo em projetos para lançar esses centros até 2027, visando reduzir custos e ampliar a capacidade de processamento da inteligência artificial. Os data centers espaciais seriam satélites gigantes protegidos por painéis solares.
Apesar dos desafios técnicos e financeiros, especialistas acreditam que o projeto pode se tornar viável até a década de 2030, abrindo caminho para uma nova fase na computação intensiva e na exploração espacial.
SAN FRANCISCO — Líderes das indústrias de inteligência artificial e espacial estão considerando a possibilidade de construir data centers no espaço para atender à demanda crescente por energia e espaço que os centros terrestres já não conseguem suportar. A ideia é que essas instalações orbitais, abastecidas por energia solar quase constante, possam operar sem as limitações ambientais encontradas na Terra.
O Google anunciou o Project Suncatcher, com testes previstos para 2027, enquanto Elon Musk afirmou que a criação de data centers no espaço pode ser a forma mais econômica de treinar IA em até cinco anos. Outros nomes como Jeff Bezos, Sam Altman e Jensen Huang também dão apoio à proposta.
Embora a tecnologia enfrente desafios como os altos custos lançamentos (cerca de US$ 2.000 a US$ 8.000 por quilo de material) e questões técnicas relacionadas à radiação e ao resfriamento, há expectativas de que os avanços possam tornar o projeto viável até meados da década de 2030, conforme estimativas do Google.
Esses data centers espaciais seriam satélites gigantes com servidores protegidos por amplos painéis solares e poderiam ser visíveis da Terra durante o amanhecer e o entardecer. A ausência de vizinhos e regulações ambientais mais flexíveis acrescenta atratividade à ideia, apesar das dúvidas de alguns especialistas sobre a viabilidade financeira e técnica imediata.
A SpaceX já sinalizou interesse na iniciativa, visando ampliar sua atuação em IA e exploração espacial. Conforme as limitações nas instalações terrestres se tornam evidentes, a solução orbital pode representar o próximo passo para a expansão da computação intensiva.
Via InfoMoney