O avanço dos deepfakes cria um desafio crescente para a credibilidade de vídeos e imagens. Agora, é essencial comprovar a autenticidade dos conteúdos visuais para evitar a disseminação de informações falsas.
Esse fenômeno, conhecido como “triunfo da mentira”, já afeta contextos sociais e políticos complexos. Vídeos verdadeiros são questionados e manipulados digitalmente, o que dificulta a verificação dos fatos.
Especialistas alertam para a necessidade de desenvolver novas tecnologias aliadas à investigação humana para garantir a confiança no formato audiovisual. Essa combinação é fundamental para preservar a verdade na era digital.
O avanço da tecnologia dos deepfakes criou um desafio que vai além da simples manipulação de imagens e vídeos. O problema principal é a crescente dúvida que esses recursos trazem à credibilidade do material visual real. Agora, não basta apresentar um vídeo como prova; é necessário evidenciar sua autenticidade para que seja aceito como verdade.
Esse fenômeno, chamado de “triunfo da mentira” ou liar’s dividend, foi previsto há alguns anos por especialistas, mas hoje já é uma realidade, como mostram ocorrências recentes, por exemplo, nos protestos no Irã, onde vídeos originais foram questionados sob a acusação de uso de inteligência artificial para manipulação.
Detalhes como filtros aplicados para melhorar a resolução já são usados para desqualificar imagens reais, criando um cenário de desconfiança constante. Esse contexto dificulta a verificação de fatos e abre espaço para a disseminação de desinformação, onde vídeos gerados por IA se misturam a conteúdos verdadeiros com facilidade.
Além disso, a manipulação digital nem sempre refaz uma imagem completa, mas altera pontos específicos que podem mudar o significado de cenas. Isso amplia os riscos, especialmente em contextos políticos e sociais delicados, exigindo mais rigor e novas estratégias de verificação.
Diante disso, especialistas defendem o desenvolvimento de soluções técnicas combinadas com investigação humana para garantir que o conceito de realidade não se perca. A confiança no formato audiovisual, antes considerada quase absoluta, hoje demanda ferramentas que autentiquem sua origem e integridade.
Via Folha de S.Paulo