A defesa do juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira aguarda um julgamento tranquilo no Tribunal de Justiça do Espírito Santo, que vai analisar os recursos relacionados à sua condenação pela morte do juiz Alexandre Martins, ocorrida em 2003.
O advogado de defesa destaca a fragilidade das provas apresentadas, afirmando que as acusações foram ajustadas várias vezes devido às inconsistências do processo. O julgamento avalia os recursos e o voto do relator, sem previsão de novas provas na sessão.
O caso envolve outras pessoas e já passou por decisões sobre qual instância deveria julgar o processo, que está no TJES devido ao foro privilegiado. Antônio Leopoldo nega participação no crime e o processo segue para possíveis recursos em instâncias superiores.
A defesa do juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira aguarda um julgamento “sereno” durante a análise do processo que apura o assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, ocorrido em 2003. O julgamento acontece nesta quinta-feira (12), no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), em Vitória, e avaliará os recursos contra a condenação do magistrado apontado como um dos mandantes do crime.
Em entrevista à TV Vitória/Record, o advogado Fabrício Campos destacou que pretende mostrar aos desembargadores a fragilidade das provas apresentadas, ressaltando que a acusação contra Leopoldo foi ajustada ao longo do tempo, conforme a defesa questionava elementos do processo. “À medida que se demonstrava que certa prova era irregular, surgiam outras versões”, afirmou.
O julgamento de hoje visa analisar os argumentos das partes e o voto do relator, sem previsão de apresentação de novos recursos na sessão. Porém, recursos poderão ser apresentados posteriormente, dependendo da decisão do tribunal, podendo chegar a instâncias superiores como o Superior Tribunal de Justiça ou o Supremo Tribunal Federal.
O caso já passou por discussões jurídicas sobre qual instância deveria conduzir o julgamento. Após decisão do Supremo Tribunal Federal, o processo ficará no Tribunal de Justiça devido ao foro por prerrogativa de função do acusado. Lepoldo nega as acusações que o ligam a participação no homicídio, que também envolve outros dois mandantes.
A morte do juiz Alexandre Martins ocorreu em 24 de março de 2003, em Vila Velha. Dez pessoas foram acusadas, e o julgamento do juiz aposentado, que enfrentou adiamentos devido a diversos recursos, marca um avanço após quase 20 anos.
Via Folha Vitória