Déficit do setor público chega a R$ 33,7 bilhões em maio

Em maio, a dívida do setor público alcançou 76,1% do PIB; entenda os impactos económicos.
30/06/2025 às 12:33 | Atualizado há 2 meses
Déficit público brasileiro
Dívida do setor público em maio chegou a 76,1% do PIB; conheça as consequências econômicas. (Imagem/Reprodução: Exame)

O setor público consolidado do Brasil apresentou um déficit público brasileiro de R$ 33,7 bilhões em maio de 2023, conforme informações do Banco Central divulgadas nesta segunda-feira, 30. Esse resultado representa uma redução de 47% em comparação com o déficit de R$ 63,9 bilhões registrado no mesmo mês do ano passado. Os dados incluem os resultados fiscais da União, estados, municípios e empresas estatais, excluindo o setor financeiro e a Petrobras.

Analisando os números, o governo federal ficou com um déficit de R$ 37,4 bilhões, enquanto as estatais somaram R$ 926 milhões. Contudo, estados e municípios conseguiram um superávit de R$ 4,5 bilhões no mesmo período. Nos últimos doze meses, o setor público acumulou um superávit de R$ 24,1 bilhões, ou 0,20% do PIB.

Quando consideramos o critério nominal, que inclui as despesas com juros da dívida pública, o cenário se agrava, com um déficit de R$ 125,9 bilhões em maio. Esses dados são cruciais para a compreensão da situação econômica do país e são frequentemente analisados por especialistas e investidores.

Em termos de dívida bruta, os números também são impressionantes. O Banco Central informou que a dívida bruta do Brasil alcançou R$ 9,3 trilhões em maio, representando 76,1% do PIB, com um aumento de 0,2 ponto percentual em comparação com o mês anterior. Esse cálculo abrange o governo federal, INSS e as esferas estaduais e municipais, sendo um indicador essencial para avaliar a saúde das finanças públicas.

A elevação na dívida bruta foi influenciada principalmente pelos juros nominais apropriados, que apresentaram uma alta de 0,8 ponto percentual. Além disso, o PIB nominal teve uma queda de 0,6 ponto percentual, impactando diretamente nesse balanço.

Enquanto isso, a dívida líquida, que exclui os ativos do governo, subiu para 62% do PIB em maio, também crescendo 0,5 ponto percentual em relação ao mês anterior. Este crescimento da dívida líquida denota uma contínua pressão sobre as contas públicas e é um reflexo da necessidade urgente de medidas fiscais ajustadas.

Em resumo, a combinação do déficit público brasileiro com a crescente dívida bruta e líquida é um tema que requer atenção especial de economistas e gestores públicos. A análise desses dados não só facilita a compreensão do panorama econômico atual, mas também ajuda a formular políticas financeiramente saudáveis para o futuro do país.

Via Exame

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.