O ano de 2026 representa um grande desafio para os produtores rurais brasileiros. Apesar da produção agrícola se manter estável, a renda dos agricultores está em queda, ameaçando a sustentabilidade do setor. Custos elevados, juros altos e queda nos preços internacionais comprometem a viabilidade financeira da atividade.
A safra de 2025/2026 deve crescer modestamente, mas esse aumento não garante lucro aos produtores. A produtividade depende de fatores como clima e acesso a crédito, que podem variar bastante. Setores como o café têm vantagens, enquanto a pecuária sofre com tarifas elevadas que impactam preços e margens.
O cooperativismo surge como solução para reduzir custos e ampliar o crédito, especialmente para pequenos produtores. No entanto, a falta de políticas públicas e problemas na logística ainda representam obstáculos importantes para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.
O ano de 2026 apresenta um desafio para o produtor rural brasileiro, que enfrenta uma situação paradoxal. Apesar da produção agrícola continuar sólida, garantindo oferta interna e exportações, a renda do produtor se reduz a um nível que ameaça a sustentabilidade do setor. Roberto Rodrigues, especialista em agronegócio da FGV-EESP, destaca que os custos aumentados, a queda dos preços internacionais em dólar e os juros altos, próximos de 20% ao ano, comprometem a viabilidade financeira da atividade.
A safra 2025/2026 deve atingir 354,4 milhões de toneladas, segundo dados da Conab, um aumento modesto em relação à colheita anterior. Contudo, essa elevação da produção não se traduz em ganhos para os agricultores. A produtividade se torna o principal fator que separa lucros de prejuízos, mas ela depende de variáveis externas, como clima e acesso a crédito.
Além disso, segmentos como café ainda são beneficiados, enquanto a pecuária sofre com tarifações elevadas na China, afetando preços e margens. A eficiência da tecnologia na agricultura também está em declínio devido a ajustes nos insumos, que impactam a produtividade a longo prazo.
O cooperativismo surge como alternativa para reduzir custos financeiros e ampliar o acesso a crédito, incluindo pequenos produtores no mercado tecnológico. A falta de políticas públicas claras e a fragilidade na logística e no seguro rural representam obstáculos para manter o ritmo do agronegócio.
Segundo Rodrigues, a agricultura brasileira precisa assumir um papel estratégico global, pois a produção de alimentos está diretamente ligada à estabilidade social e à democracia mundial.
Via Forbes Brasil