Desafios no varejo de alimentos: canetas emagrecedoras, apostas e juros pressionam consumo

Varejo de alimentos enfrenta impacto de canetas emagrecedoras, apostas e juros altos no orçamento das famílias em 2026.
18/01/2026 às 11:04 | Atualizado há 3 semanas
               
Mudanças nos hábitos de consumo podem diminuir compras e impactar supermercados. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

O consumo de alimentos no varejo brasileiro deve se manter moderado em 2026, apesar da Copa do Mundo e da isenção do Imposto de Renda para salários até R$ 5 mil. A inflação e o crédito caro limitam o poder de compra das famílias.

O crescimento das apostas esportivas e o uso de canetas emagrecedoras afetam o perfil de consumo, reduzindo a compra de industrializados e desviando recursos do setor alimentício. Esses fatores pressionam as vendas e alteram hábitos de consumo.

Mesmo com oportunidades em eventos como a Copa e as eleições, o varejo precisa se adaptar às novas tendências, equilibrando oferta e demanda para atender às mudanças do consumidor.

O consumo no varejo de alimentos no Brasil deve permanecer moderado em 2026, mesmo com a Copa do Mundo e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. O crédito caro e a inflação pressionam o orçamento das famílias, enquanto gastos com canetas emagrecedoras e apostas esportivas (bets) desafiam a expansão das vendas, segundo a pesquisa da Worldpanel by Numerator.

Em 2025, os brasileiros compraram com mais frequência, porém levaram menos itens por vez, distribuindo seu orçamento cuidadosamente. A isenção do IR pode liberar até R$ 30 bilhões para consumo, mas a expectativa de crescimento é cautelosa devido a fatores como a inflação de alimentos, projetada em 4,6% para 2026, e volatilidade cambial provocada pelas eleições.

O uso de canetas emagrecedoras tem impacto direto no comportamento alimentar, reduzindo o consumo de industrializados e aumentando a demanda por alimentos proteicos. Usuários relatam economia e mudanças na rotina de compras, optando por produtos mais saudáveis, o que altera o mix de vendas nos supermercados. A semaglutida, principal princípio ativo dessas medicações, tem patente vencendo em março, o que pode ampliar ainda mais esse mercado, estimado para chegar a US$ 9 bilhões até 2030 no Brasil.

Enquanto isso, o rápido crescimento dos gastos com bets, especialmente nas classes C, D e E, aumenta a inadimplência e desvia recursos do varejo de alimentos. Em 2025, os gastos com apostas chegaram a R$ 3 bilhões, pressionando as vendas do setor.

Apesar das mudanças, eventos como a Copa e as eleições trazem oportunidades para o varejo, especialmente em bebidas e churrasco. No entanto, a nova tendência de consumo exige adaptação das redes para equilibrar oferta e demanda, respondendo às mudanças nos hábitos dos brasileiros.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.