Em 2025, o setor de tecnologia enfrenta uma crescente pressão por resultados. A pesquisa Tech Challenges Brasil 2025 revela que 96,3% dos líderes sentem que a pressão sobre suas equipes aumentará. Os principais obstáculos incluem escassez de talentos e desalinhamento entre estratégia e operação.
A falta de formação e retenção de talentos é um problema crítico. Entre as soluções propostas estão o upskilling interno e a composição ágil de times. Além disso, a automação inteligente deve ser incorporada para otimizar processos e focar em desafios estratégicos.
Lideranças devem proteger o foco das equipes contra mudanças constantes de prioridades. A falta de conexão entre expectativas e entregas é uma questão central, que necessita ser abordada para garantir a eficácia e saúde das equipes no contexto atual.
Estamos em 2025 e a pressão por resultados nas áreas de tecnologia e produtos é intensa. Contudo, a produtividade de times de tecnologia enfrenta obstáculos persistentes. De acordo com a pesquisa Tech Challenges Brasil 2025, realizada pela Maitha Tech, 96,3% dos líderes de empresas dos setores de tecnologia, finanças e educação reconhecem que a pressão sobre suas equipes aumentará ainda mais. Mas, o que realmente está impedindo esses times de alcançarem suas metas?
Os principais desafios revelados pelos líderes entrevistados incluem a escassez de profissionais capacitados, a alternância frequente de foco nas lideranças e o desalinhamento entre estratégia e operação. Entre os entrevistados, 29,21% citam a falta de talentos como o maior obstáculo, enquanto 25,84% apontam a mudança de prioridades como uma armadilha que afeta o rendimento. Além disso, 13,48% indicam que a desconexão entre a estratégia esperada e o que é realmente entregue é uma barreira significativa.
Curiosamente, apesar desses entraves já conhecidos, as empresas não têm priorizado o investimento em formação e retenção de talentos para 2025. Esse fenômeno reflete uma normalização preocupante da situação, que deve ser enfrentada proativamente. Em um cenário ideal, deve-se lidar com a questão da **produtividade de times de tecnologia** adotando três estratégias bem definidas.
Primeiramente, o **upskilling interno** se destaca como uma abordagem eficaz. Implementar programas de desenvolvimento contínuo nas áreas cruciais como engenharia, dados e produto pode gerar resultados positivos. Em segundo lugar, a composição ágil de times deve ser explorada. Isso pode ser alcançado utilizando squads sob demanda ou consultorias que ajudem a preencher lacunas temporárias de forma rápida e eficiente. Finalmente, a **automação inteligente** se torna necessária para reduzir tarefas operacionais e permitir que os profissionais se concentrem em desafios estratégicos mais relevantes.
Outro ponto crucial é a responsabilidade das lideranças em proteger o foco das equipes. As constantes mudanças de prioridades podem criar desconexões que afastam os times dos objetivos principais. Para mitigar isso, é vital que os líderes estabeleçam rituais de governança claros e controle sobre o trabalho em andamento, promovendo uma priorização baseada em dados e resultados.
A falta de conexão entre o que se espera dessas equipes e o que elas podem entregar se torna um problema crítico. É urgente estabelecer uma ponte entre a estratégia corporativa e as entregas técnicas, incorporando métricas que comuniquem o impacto no negócio, como NPS e retenção de clientes.
À medida que a pressão no setor aumenta, as empresas devem estar cientes de que falta de talentos e desalinhamento são problemas de gestão que precisam ser tratados com urgência. Ignorar essas questões só piorará a situação, resultando em desgaste para os times e comprometendo a entrega dos produtos esperados. Portanto, as organizações precisam agir agora para garantirem não apenas a produtividade, mas a saúde e eficiência de suas equipes.
Via Startups