O mercado brasileiro de fibra óptica é dominado por provedores regionais, com Vivo, Claro e TIM controlando apenas 28% dos clientes. Apesar das tentativas de adquirir esses provedores independentes, negociações frequentemente fracassam devido a discordâncias sobre preços e valor das redes.
Executivos das grandes operadoras indicam que comprar provedores pode não valer a pena devido à sobreposição de redes e a necessidade de altos investimentos. Enquanto isso, as estratégias permanecem focadas no crescimento orgânico e parcerias, gerando uma consolidação lenta do setor.
Com a expansão da fibra desacelerando desde 2025, o cenário indica que o setor está em maturidade, e obstáculos técnicos e financeiros adiam mudanças significativas no mercado brasileiro.
O mercado de fibra óptica no Brasil mantém uma estrutura dominada por diversos provedores regionais, com as grandes teles Vivo, Claro e Tim controlando apenas 28% dos clientes. A expectativa de consolidar o setor por meio da compra dos ISPs, sigla para provedores independentes, enfrenta obstáculos. Negociações frequentes, como as entre Vivo e Desktop ou Claro e Desktop, não avançam devido a discordâncias sobre preço e valor das redes e clientes.
Executivos das grandes operadoras destacam que, na prática, adquirir provedores regionais geralmente não compensa. A sobreposição de redes, a necessidade de investimentos em infraestrutura e a dificuldade para realmente aumentar a base de clientes tornam as negociações desafiadoras. Isso desacelera a consolidação, mesmo com o mercado de banda larga fixa entrando em maturidade e apresentando crescimento mais lento, segundo dados recentes da Anatel.
O cenário atual mostra que Vivo e Claro mantêm suas estratégias focadas no crescimento orgânico e não têm pressa para aquisições. A TIM, por sua vez, aparece como a teles com menor base de fibra e considera parcerias e redes neutras para ampliar sua atuação. O CEO da Vivo ressalta que só avançaria em aquisições que ofereçam qualidade técnica, baixa sobreposição e preço apropriado.
Provedores maiores como Brisanet, Giga+ Fibra e Vero mostram crescimento limitado. No fim de 2025, a expansão da fibra desacelerou, indicando que a fase de crescimento acelerado já passou. Enquanto o setor fala em consolidação “inevitável”, obstáculos técnicos e financeiros mantêm as negociações em andamento lento, o que adia possíveis mudanças significativas no cenário brasileiro de fibra óptica.
Via InvestNews