Descoberta de fósseis de 773 mil anos no Marrocos pode esclarecer a evolução humana

Fósseis com 773 mil anos no Marrocos ajudam a preencher lacuna na evolução humana e trazem novos insights sobre ancestrais do Homo sapiens.
08/01/2026 às 18:44 | Atualizado há 18 horas
               
Restos de hominídeos na era da separação entre Homo sapiens, neandertais e denisovanos. (Imagem/Reprodução: Super)

Um conjunto raro de fósseis com cerca de 773 mil anos foi descoberto na região de Casablanca, no Marrocos. Essa descoberta pode ajudar a esclarecer como as linhagens que deram origem ao Homo sapiens, neandertais e denisovanos começaram a se separar. A datação dos fósseis foi realizada com alta precisão, utilizando magnetostratigrafia, e inclui mandíbulas, dentes, vértebras e um fêmur.

Esses fósseis não pertencem a nenhuma espécie conhecida, mas representam uma população africana ancestral pouco diferenciada, próxima do ancestral comum dos humanos modernos e seus parentes próximos. Eles não mostram características típicas do Homo erectus ou dos neandertais europeus, indicando uma fase distinta da evolução humana.

O ambiente da época era formado por dunas e cavernas no litoral atlântico do Marrocos, onde o perigo de predadores era presente, como evidenciado pelas marcas num fêmur. A descoberta é crucial para entender o período entre 1 milhão e 600 mil anos atrás, uma fase pouco documentada que foi decisiva para a formação das espécies humanas atuais.

Um raro conjunto de fósseis datados de 773 mil anos foi encontrado na região de Casablanca, no Marrocos, e pode ajudar a esclarecer uma importante fase da evolução humana. Esses restos humanos surgiram quando as linhagens que originaram o Homo sapiens, os neandertais e os denisovanos começaram a se separar, preenchendo uma lacuna significativa no registro fóssil africano. A datação foi feita com alta precisão, usando magnetostratigrafia, com margem de erro de apenas quatro mil anos.

Os fósseis incluem mandíbulas adultas e infantis, dentes, vértebras e um fêmur, encontrados na Grotte à Hominidés, caverna no sítio Thomas Quarry I. Análises indicam que estes hominídeos não pertencem a nenhuma espécie conhecida, mas representam uma população africana pouco diferenciada, próxima ao ancestral comum dos humanos modernos e seus parentes próximos. Eles não exibem características típicas do Homo erectus nem traços especializados dos neandertais encontrados na Europa.

O ambiente dessa época no litoral atlântico do Marrocos incluía dunas e sistemas de cavernas, oferecendo recursos e perigos, como predadores que deixaram marcas, por exemplo, no fêmur encontrado. A importância da descoberta está no contexto prático da evolução entre 1 milhão e 600 mil anos atrás — período pouco documentado e decisivo para entender como as espécies humanas atuais se formaram.

Via Super

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