Uma descoberta arqueológica na Venezuela revelou um extenso complexo de petróglifos na comunidade de Quebrada Seca, município de Cedeño. As pedras apresentam gravações com formas como espirais, círculos e figuras humanas, representando tradições indígenas e elementos naturais.
Datado entre 4 mil e 8 mil anos, o conjunto é uma das expressões arqueológicas mais antigas da região leste venezuelana. As técnicas utilizadas para as gravações envolvem pedras abrasivas, areia, água, martelos e cinzéis, indicando precisão nas inscrições.
Cedeño é reconhecida por preservar vestígios dos povos Chaima e Kariña, reforçando a importância histórica do local como rota migratória antiga. O achado contribui para o estudo das sociedades indígenas e sua cultura milenar na América do Sul.
Foi identificado um extenso complexo de petróglifos na comunidade de Quebrada Seca, município de Cedeño, Venezuela. A descoberta, divulgada em fevereiro pelo prefeito Daniel Monteverde, inclui pedras gravadas com espirais, círculos concêntricos e figuras antropomórficas. Esses símbolos refletem tradições indígenas e representam elementos naturais como o sol e os ciclos da água.
Localizado a cerca de 647 metros de altitude, o conjunto tem idade estimada entre 4.000 e 8.000 anos, colocando essas inscrições entre as expressões arqueológicas mais antigas do leste venezuelano. As gravuras apresentam dimensões médicas de 1,24 cm de profundidade e 1,71 cm de largura. Técnicas sugerem o uso de pedras abrasivas, areia, água, martelos e cinzéis para criar os desenhos de forma precisa.
Cedeño é conhecida regionalmente como a capital dos petróglifos por preservar vestígios dos povos Chaima e Kariña, considerados “protetores das montanhas”. A relevância do sítio apoia a tese de que a área funcionava como rota migratória estratégica durante os períodos Paleoíndio e Mesoíndio, entre 6.000 e 1.700 a.C.
Além dos petróglifos, as comunidades indígenas da Venezuela legaram pinturas rupestres, geoglifos e outros artefatos que ilustram sua rica cultura. O achado reforça a importância histórica e cultural da região como um polo fundamental para o estudo das sociedades antigas no país.
Via Galileu