Desempenho do agronegócio em 2025 e perspectivas para 2026 no Brasil

Confira as empresas que se destacaram e as perspectivas para o agronegócio brasileiro em 2026, entre desafios e oportunidades.
10/01/2026 às 11:42 | Atualizado há 17 horas
               
Em 2025, o agronegócio e suas ações enfrentaram desempenho majoritariamente negativo. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

O agronegócio brasileiro enfrentou um ano desafiador em 2025, com poucas ações em valorização. Minerva, Irani e 3tentos foram as empresas que mais se destacaram no mercado, enquanto Raízen e São Martinho sofreram quedas expressivas.

Para 2026, especialistas apontam que o setor ainda lidará com preços baixos em commodities como soja e milho, mas há destaque para o desempenho de café e carnes de animais menores. Além disso, a possível queda nos juros pode favorecer a recuperação de algumas empresas, apesar da volatilidade esperada devido às eleições presidenciais.

O ano de 2025 foi desafiador para o agronegócio e refletiu nas ações do setor na Bolsa. Entre 12 papéis acompanhados pelo Money Times, apenas três apresentaram valorização. Destaque positivo para Minerva (BEEF3) com alta de 39,47%, Irani (RANI3) com 43,23% e 3tentos (TTEN3) que cresceu 25,93%. Já Raízen (RAIZ4) e São Martinho (SMTO3) tiveram quedas superiores a 60%.

Instituições financeiras como Banco do Brasil consideram 2025 um ano de ajuste para o segmento, enquanto o Santander classifica a crise atual como diferente das anteriores. O Itaú BBA alerta para margens menores, e o BTG Pactual vê oportunidades “da porteira para fora”, mas com ressalvas para empresas endividadas.

Para 2026, o professor Marcos Jank, do Insper, prevê que o setor ainda lide com o rescaldo do recente passado, com preços mais baixos para commodities como soja e milho e dólar sem valorização significativa. Apesar disso, produtos como café e carnes de pequenos animais apresentam melhor desempenho.

Os analistas do Bank of America apontam que a possível queda dos juros pode impulsionar a recuperação dos papéis do agronegócio. Empresas com maior alavancagem financeira, como Cosan e Raízen, podem se beneficiar nesse cenário. No entanto, as eleições presidenciais de 2026 representam um fator de volatilidade, o que costuma afastar investidores e apresentar resultados mistos para as ações do setor.

Dentro do universo de proteínas, a JBS é vista como uma proteção para investidores, devido ao volume recorde de exportações no 4º trimestre de 2025. Por fim, a 3tentos destaca-se com a usina de etanol de milho pronta para iniciar operações, oferecendo perspectiva de crescimento.

Via Money Times

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.