O ano de 2025 foi um verdadeiro teste para os fundos imobiliários no Brasil, com a Selic em 15% ao ano e muitos investidores céticos. Mesmo assim, o índice IFIX valorizou mais de 21%, e fundos proporcionaram dividendos médios próximos a 1% ao mês, isentos de impostos para pessoas físicas. Isso mostrou resiliência e aprendizado do mercado.
Setores ligados a recebíveis imobiliários mantiveram renda estável, enquanto fundos com imóveis físicos reduziram vacância e aumentaram aluguéis, principalmente em lajes corporativas e galpões logísticos. O mercado passou por reestruturações e oportunidades surgiram para fundos com maior liberdade de investimento, apesar da alta dos juros.
Para 2026, a expectativa é de queda na Selic, que pode atrair recursos da renda fixa para fundos imobiliários e valorizar cotas, com recuperação em lajes e shoppings, enquanto o segmento logístico exige atenção. A recomendação é foco na diversificação e entendimento dos ciclos econômicos para investir com disciplina.
Com a taxa Selic em 15% ao ano, muitos consideraram os fundos imobiliários como ativos pouco atrativos em 2025. No entanto, o desempenho do IFIX, principal índice do setor, desmentiu essa visão, acumulando valorização superior a 21%. Além disso, diversos fundos proporcionaram dividend yield médio próximo de 1% ao mês, isento de imposto para pessoa física, mostrando que o ano foi um teste de estresse e aprendizado para o mercado.
A alta dos juros deixa claro que nem todos os fundos imobiliários são igualmente afetados. Modelos bem estruturados, especialmente aqueles ligados a recebíveis imobiliários, mantiveram sua geração de renda mesmo em um cenário restritivo. Fundos de imóveis físicos registraram queda na vacância e aumentos reais nos aluguéis, principalmente em lajes corporativas e galpões logísticos.
Em 2025, o mercado passou por fusões e reorganizações, tornando-se mais eficiente e seletivo. Fundos com liberdade para investir conseguiram comprar imóveis a preços vantajosos, mesmo com o ciclo de juros altos. Essa mudança explica por que muitos fundos ainda negociam abaixo do valor patrimonial, revelando oportunidades para investidores com estratégia definida.
O início de 2026 traz incertezas políticas e econômicas, mas a expectativa de queda na taxa Selic pode estimular a migração de recursos da renda fixa para fundos imobiliários, favorecendo valorização das cotas. É importante destacar que nem todos os setores desses fundos respondem da mesma forma. Lajes e shoppings mostram recuperação, já o segmento logístico exige mais critério, e recebíveis seguem sendo fonte de renda consistente.
Para investidores de longo prazo, o foco deve ser na compreensão dos ciclos econômicos, disciplina e diversificação, mais do que tentar prever movimentos específicos da Selic.
Via Forbes Brasil