Design limitado compromete inovação nas startups brasileiras

Descubra como o design limitado impede a inovação e o sucesso das startups brasileiras no mercado atual.
03/02/2026 às 16:41 | Atualizado há 4 horas
               
Estudo revela como startups brasileiras usam o design para inovar na prática. (Imagem/Reprodução: Theconversation)

O design nas startups brasileiras muitas vezes está restrito a aspectos visuais, sem envolver estratégias de inovação essenciais. Isso dificulta decisões mais estruturadas e reduz as chances de sucesso em um mercado competitivo.

As startups enfrentam desafios como falta de recursos e incerteza econômica. A falta de integração do design nas decisões de negócio prejudica o desenvolvimento de soluções ágeis e sustentáveis.

Profissionais de design atuam mais em execução do que em liderança estratégica. Incorporar design como parte central da inovação pode fortalecer o ecossistema e aumentar a sobrevivência das startups no país.

O Brasil possui cerca de 18 mil startups em operação, mas metade delas não resiste ao mercado. Um dos motivos é a forma como o design é utilizado nessas empresas. Muitas vezes, ele fica restrito a aspectos visuais e interfaces, sem participar da estratégia de inovação. Pesquisas mostram que design pode ajudar a reduzir incertezas e estruturar decisões, mas no Brasil está geralmente limitado à criação de logotipos e comunicação.

Startups brasileiras enfrentam desafios como escassez de recursos e incertezas econômicas. Nesse cenário, inovar com agilidade e ajustar rapidamente o produto pela experiência do usuário é essencial. Ainda assim, o design raramente é incorporado às decisões de negócio, o que compromete o desenvolvimento de soluções sustentáveis.

Quatro formas de inovar foram identificadas entre essas empresas: inovação viável (foco no problema comum), inovação factível (uso de recursos internos), inovação criativa (intuitiva) e inovação baseada em design thinking. Esta última envolve processos estruturados de imersão, geração de ideias e testes rápidos, favorecendo aprendizado contínuo e menor risco. Porém, seu uso ainda é superficial nas startups brasileiras.

Além disso, o profissional de design costuma atuar mais como executor criativo do que como líder estratégico, especialmente porque muitos cursos não formam designers para entender negócios ou empreender. Considerar o design como parte integral da inovação, e não apenas como acabamento visual, pode fortalecer o ecossistema de startups e aumentar chances de sucesso em mercados instáveis.

Via The Conversation

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.