No cenário corporativo, diversas empresas apresentaram atualizações relevantes. A Gol (GOLL54) reportou um prejuízo expressivo, enquanto a Vale (VALE3) revisou suas projeções de produção. A Natura Cosméticos (NATU3) iniciou a negociação sob novo ticker, marcando uma nova fase para a companhia.
A Gol Linhas Aéreas registrou um prejuízo líquido de R$ 1,42 bilhão em maio, conforme relatório encaminhado durante seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos. Apesar do prejuízo, a empresa concluiu sua recuperação judicial (“Chapter 11”) em junho e planeja expandir sua frota e rotas, tanto no Brasil quanto internacionalmente.
Em maio, a Gol também apresentou um Ebitda negativo de R$ 650 milhões, com margem Ebitda de -42%. A companhia encerrou o mês com um caixa total de R$ 1,87 bilhão, e uma dívida líquida de R$ 30,7 bilhões, incluindo empréstimos, financiamentos e arrendamentos. A receita líquida da aérea no mesmo período foi de R$ 1,54 bilhão.
A Vale (VALE3) atualizou suas estimativas de produção de aglomerados para 2025, refletindo as condições atuais do mercado de pelotas. Os volumes de produção de minério de ferro aglomerados (incluindo pelotas e briquetes) foram ajustados para 31 a 35 milhões de toneladas, ante a estimativa anterior de 38 a 42 milhões de toneladas.
As demais projeções da Vale permaneceram inalteradas. A empresa também decidiu antecipar manutenções preventivas na usina de pelotização de São Luís–MA para o terceiro trimestre de 2025, o que resultará na paralisação temporária da produção.
A Natura Cosméticos iniciou suas operações no Novo Mercado da B3 sob o código NATU3, após a incorporação de sua controladora, Natura&Co. Os acionistas da Natura &Co receberão uma ação NATU3 para cada ação NTCO3 que possuírem. O código NATU3 foi utilizado originalmente no IPO da empresa em 2004.
A incorporação da Natura&Co foi concluída no final de junho, com a data de “consumação” da operação definida para 1 de julho de 2025. Essa mudança faz parte de um plano estratégico da companhia para simplificar sua estrutura societária e otimizar custos.
O Grupo Oi (OIBR3) enfrenta desafios em sua segunda recuperação judicial, iniciada em 2023, e propôs um aditamento ao plano de recuperação. O objetivo é reduzir custos imediatos, após a nova administração constatar dificuldades em relação às premissas regulatórias, financeiras e de mercado estabelecidas pela gestão anterior.
A Telefônica Brasil (VIVT3), proprietária da Vivo, aprovou a incorporação da Telefônica IoT, Big Data e Tecnologia do Brasil S.A. (TLF IoT) pela Telefônica Cloud e Tecnologia do Brasil S.A. (T.Cloud Brasil). A medida visa simplificar a estrutura do grupo, reduzir custos e aumentar a eficiência administrativa e operacional.
Por fim, a Fras-le Mobility (FRAS3), fabricante de autopeças, anunciou o pagamento de R$ 90,85 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP) aos seus acionistas, correspondendo a R$ 0,34 por ação.
Em resumo, os destaques corporativos de hoje refletem um cenário dinâmico, com empresas ajustando suas estratégias e operações em resposta a desafios e oportunidades de mercado.
Via Money Times