Desvendando o destino do Windows Phone, o sistema da Microsoft

Entenda a queda do Windows Phone, o sistema da Microsoft para celulares que não decolou.
19/07/2025 às 12:43 | Atualizado há 1 mês
Fim do Windows Phone
Domínio em PCs não impediu a queda da linha Lumia frente a Android e iOS. (Imagem/Reprodução: Tecmundo)

No competitivo mercado de smartphones, o Fim do Windows Phone representou o desaparecimento de uma alternativa aos sistemas operacionais Android e iOS, dominantes no cenário atual. A Microsoft, gigante da tecnologia, tentou firmar seu espaço com o Windows Phone, mas enfrentou desafios que culminaram no encerramento da plataforma. Vamos relembrar a trajetória do sistema e entender os motivos que levaram ao seu fim.

A Microsoft já possuía experiência no mercado mobile antes do Windows Phone. A empresa foi referência com o Windows CE, usado em PDAs (Personal Digital Assistants), que eram agendas digitais com funções de produtividade. O Windows CE evoluiu para o Pocket PC e, posteriormente, para o Windows Mobile, que antecederam o lançamento do Windows Phone 7 em 2010.

A grande mudança para o Windows Phone ocorreu em 2011, quando a Nokia, em declínio, decidiu abandonar o sistema Symbian e adotar o Windows Phone. A parceria resultou na linha Lumia, que se tornou um símbolo da plataforma. Em 2013, a Microsoft comprou a divisão mobile da Nokia, incluindo os direitos da linha Lumia, numa tentativa de fortalecer sua presença no mercado.

O Windows Phone 8 e 8.1 foram as versões mais populares do sistema, mas o desempenho comercial não alcançou as expectativas. Em 2013, a Microsoft detinha apenas 3,2% do mercado de smartphones, ficando atrás do Android e iOS. Os motivos para o fracasso foram diversos, incluindo a chegada tardia ao mercado, uma loja de aplicativos limitada e menor otimização para dispositivos pequenos.

A Microsoft ainda tentou revitalizar a plataforma com o Windows 10 Mobile, que trazia integração com computadores e visual renovado. No entanto, o Lumia 650 foi o último aparelho lançado com o sistema operacional da Microsoft. Em seguida, a empresa fez demissões em massa no setor mobile, indicando que a divisão não era mais uma prioridade.

Fabricantes parceiras ainda lançaram alguns aparelhos compatíveis com o Windows Phone, mas sem grande divulgação. O suporte da Microsoft continuou por algum tempo, mas gradualmente os aplicativos e serviços deixaram de funcionar. A licença do nome Nokia foi vendida para a HMD Global, que relançou aparelhos com a marca finlandesa em 2018.

Após o Fim do Windows Phone, a Microsoft tentou retornar ao mercado de celulares com o Surface Duo, um smartphone dobrável com duas telas, mas as vendas foram limitadas e o projeto foi descontinuado. Bill Gates, cofundador da Microsoft, considerou o fracasso no mercado mobile um de seus maiores erros como executivo.

Via TecMundo

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