Dingos serão sacrificados após morte de jovem na Austrália; entenda a situação

Governo da Austrália decide sacrificar dingos após morte de turista. Entenda o contexto e os impactos dessa medida controversa.
31/01/2026 às 14:01 | Atualizado há 3 dias
               
A medida de abater cães selvagens após a morte gera crítica de especialistas e aborígenes. (Imagem/Reprodução: Super)

Após a morte de uma turista canadense de 19 anos na ilha de K’gari, Austrália, o governo local autorizou o sacrifício de uma matilha de dingos encontrados próximos ao corpo. A autópsia indicou que o óbito foi causado por afogamento, com mordidas ocorrendo após a morte.

Seis dingos já foram abatidos, medida que gerou críticas de especialistas e do povo aborígene Butchulla. A população local ressalta que os dingos de K’gari são geneticamente únicos e vivem em risco de extinção, além de considerar os animais parte sagrada da cultura.

O governo alega risco à segurança pública devido ao comportamento agressivo dos dingos, mas dados mostram poucos incidentes negativos com turistas. Comunidades aborígenes pedem uma solução que respeite a cultura local e preserve o ecossistema da ilha.

Após a morte de Piper James, turista canadense de 19 anos encontrada na ilha de K’gari, na Austrália, o governo de Queensland anunciou o sacrifício de uma matilha de dingos. Esses caninos selvagens estavam próximos ao corpo da jovem e apresentavam marcas de mordidas, mas a autópsia indicou que a causa provável do óbito foi afogamento, e as mordidas ocorreram após a morte.

Seis dingos já foram abatidos, medida que provocou críticas de especialistas e da comunidade Butchulla, povo aborígene local e co-gestor da ilha, que considera o dingos sagrados e geneticamente únicos. Os animais de K’gari diferem dos da Austrália Continental e enfrentam risco de extinção dada a diminuta população — estimada em cerca de 200 indivíduos, com baixa diversidade genética.

O governo justifica o abate alegando risco à segurança pública, após relatos de comportamento agressivo dos animais contra acampantes. Porém, dados indicam que somente 0,12% dos turistas enfrentam situações negativas com os dingos por ano. Desde um caso fatal em 2001, a prática de matar alguns indivíduos ocorre, mas especialistas apontam falta de evidências que comprovem a efetividade dessa ação para a segurança.

A ilha de K’gari é um destino turístico importante, recebendo centenas de milhares de visitantes anualmente, o que influencia diretamente o comportamento dos animais. A alimentação oferecida por turistas e a alta presença humana alteram o convívio natural dos dingos com o ambiente.

Comunidades locais expressam insatisfação com a decisão unilateral do governo, que não consultou os povos Butchulla. Para eles, as medidas devem respeitar a cultura e o ecossistema da ilha, buscando soluções que equilibrem segurança e preservação.

Via Super

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