Diretor do Banco Central nega recomendação para compra de carteiras fraudulentas ao BRB

Diretor do BC nega ter recomendado compra de carteiras suspeitas ao BRB no caso Master.
23/01/2026 às 10:02 | Atualizado há 1 hora
               
Diretor do BC nega ter recomendado presidente do Banco de Brasília. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

O diretor do Banco Central, Ailton de Aquino, negou que tenha recomendado ao ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, a compra de carteiras suspeitas do Banco Master. A denúncia surgiu em meio a reportagens que afirmavam a indicação para aliviar os problemas financeiros do Master, controlado por Daniel Vorcaro.

O Banco Central esclareceu que, sob supervisão de Aquino, foram identificadas irregularidades nas operações do Master, com investigações que comprovaram falsidade dos créditos. Medidas foram tomadas para impedir operações que afetassem a liquidez do BRB, propondo inclusive a liquidação extrajudicial das instituições do conglomerado Master.

A operação Compliance Zero revelou o esquema de fraudes no Banco Master em novembro de 2025, com prisões e bloqueio de bens avaliados em bilhões. A investigação da Polícia Federal continua, apontando prejuízos superiores a R$ 10 bilhões.

O diretor do Banco Central responsável pela fiscalização, Ailton de Aquino, negou ter recomendado ao então presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, a compra de carteiras suspeitas do Banco Master. A afirmação responde a reportagens que afirmavam que Aquino teria orientado o BRB a adquirir esses ativos para aliviar os problemas financeiros do Master, controlado por Daniel Vorcaro.

Em nota oficial, o Banco Central esclareceu que sob a direção de Aquino, a área de supervisão identificou irregularidades nas operações do Master e conduziu investigações rigorosas, que apontaram a falsidade dos créditos dessas carteiras. Além disso, essa área é responsável por comunicar ao Ministério Público Federal as infrações criminais, acompanhado de evidências técnicas.

A supervisão também aplicou medidas prudenciais para impedir que o BRB realizasse operações que pudessem agravar sua liquidez. Foi essa direção que propôs à Diretoria do Banco Central a liquidação extrajudicial das instituições do conglomerado Master, após constatar a incapacidade do banco em honrar suas obrigações.

A fiscalização do Banco Central abrange o acompanhamento constante das condições de liquidez e negociações entre instituições financeiras, visando preservar a estabilidade do sistema e proteger investidores, depositantes e credores. A responsabilidade pela análise dos créditos adquiridos é exclusiva de cada banco, cabendo a eles manter controles para gerenciar seus riscos.

O esquema de fraudes no Banco Master veio à tona em novembro de 2025, com a operação Compliance Zero. Daniel Vorcaro foi preso, mas liberado posteriormente com medidas restritivas. A Polícia Federal segue investigando e cumpriu mandados com bloqueio de bens avaliados em R$ 5,7 bilhões, em uma investigação que aponta prejuízos acima de R$ 10 bilhões.

Via Money Times

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