A **Guerra entre Energizer e Duracell** ganhou mais um capítulo com a volta da Duracell aos tribunais, processando a Energizer por publicidade comparativa agressiva. Essa disputa, que se estende por décadas, não se resume apenas à durabilidade das pilhas, mas também envolve a icônica imagem do coelho rosa, um símbolo adotado por ambas as empresas.
A nova ação judicial é motivada por uma campanha da Energizer que apresenta o coelho rosa em um duelo no estilo velho oeste contra uma pilha genérica, claramente aludindo à Duracell. Após o coelho da Energizer vencer, a propaganda afirma: “sem enrolação, apenas fatos”. A Energizer tem enfatizado que suas pilhas Max duram 10% mais que as da Duracell, marca pertencente à Berkshire Hathaway de Warren Buffett.
De acordo com a queixa protocolada em Manhattan, a Duracell alega que a campanha causa “danos irreparáveis à reputação”, argumentando que a superioridade de desempenho alegada pela Energizer se baseia em apenas um teste seletivo. A Duracell busca a interrupção da publicidade e o ressarcimento por perdas.
Há cinco anos, as empresas já haviam se enfrentado judicialmente por comparações entre as baterias Duracell Optimum e Energizer MAX. Em dezembro de 2020, os processos foram encerrados com um acordo em que ambas as partes concordaram que cada pilha era mais eficiente para diferentes finalidades.
Em 2022, a Energizer venceu um processo de sete anos contra a Duracell no Canadá, onde alegou que as embalagens da concorrente não podiam usar seu nome, pois isso violava a lei de marcas registradas. A Duracell foi autorizada a declarar em suas embalagens que era superior à “marca do coelho” ou “à próxima marca competitiva líder”.
A disputa mais famosa entre as duas empresas envolve o coelho rosa. A Duracell introduziu o personagem em 1973, apresentando um coelho movido a pilha que continuava a tocar seu tambor mesmo quando a concorrência ficava sem energia. Contudo, a Duracell permitiu que sua marca registrada expirasse em 1988.
Aproveitando a oportunidade, a Energizer lançou sua própria versão do coelho rosa em 1989, com um visual mais moderno, incluindo óculos de sol. Em 1992, a Duracell processou a Energizer, alegando violação de direitos intelectuais sobre o personagem. Apesar de reconhecer a ideia original da Duracell, a Justiça permitiu que a Energizer mantivesse seu coelho, devido ao forte reconhecimento do público e à estratégia comercial estabelecida.
Foi firmado um acordo extrajudicial confidencial, concedendo à Energizer os direitos exclusivos da marca registrada nos Estados Unidos e no Canadá, enquanto a Duracell manteve os direitos no restante do mundo. Em 2016, foi a vez da Energizer processar a Duracell, alegando que a concorrente estava utilizando o personagem no mercado americano.
Via InfoMoney