A dívida das maiores economias do mundo, como Estados Unidos, Japão e países europeus, atingiu níveis recordes, colocando em risco o crescimento econômico global e a estabilidade financeira. O aumento dos pagamentos de juros limita investimentos essenciais em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
Esse cenário faz com que governos tenham menos recursos para enfrentar crises e necessitem elevar gastos militares, agravando ainda mais o endividamento. Analistas alertam que essa situação pode reduzir a confiança dos investidores e impactar negativamente o consumo e a inflação global.
LONDRES — Por décadas, a dívida provocou problemas em países pobres, mas agora o maior risco está nas nações ricas. Dívidas em níveis recordes ou próximos disso nos Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália e Japão ameaçam o crescimento global e a estabilidade financeira.
O aumento constante da dívida obriga esses países a direcionar grande parte dos recursos para o pagamento de juros, prejudicando investimentos em saúde, infraestrutura, educação e tecnologia. Além disso, a alta nos custos de financiamento eleva taxas para empréstimos a empresas e consumidores, impactando o consumo e a inflação.
Esse cenário reduz a margem de manobra dos governos para responder a crises financeiras, pandemias ou desastres naturais, especialmente em um contexto de envelhecimento populacional em regiões como Europa e Japão. Isso pressiona gastos sociais e previdenciários enquanto diminui o número de trabalhadores que sustentam a economia.
O aumento das despesas militares, impulsionado por tensões geopolíticas, eleva ainda mais a dívida. No Japão, a dívida já ultrapassa o dobro do PIB, e propostas para ampliar gastos têm afetado os rendimentos dos títulos públicos. Nos EUA, a dívida alcançou US$ 38 trilhões, cerca de 125% do PIB, com gastos militares previstos para crescer ainda mais, o que pode agravar o endividamento.
Analistas alertam para riscos financeiros globais, destacando que mesmo as maiores economias enfrentam desafios para manter a confiança dos investidores e a estabilidade econômica diante dessa situação.
Via InfoMoney