DNA encontrado em desenho do século 16 pode pertencer a Leonardo da Vinci

Estudo sugere que DNA em desenho antigo pode ser do artista Leonardo da Vinci, mas origem ainda gera dúvidas.
07/01/2026 às 15:48 | Atualizado há 1 dia
               
Material genético extraído de esboço com giz vermelho intitulado Menino Jesus. (Imagem/Reprodução: Redir)

Fragmentos de DNA podem ter sido encontrados em um desenho do século 16 atribuído a Leonardo da Vinci, conforme estudo do Projeto DNA de Leonardo da Vinci (LDVP). O material genético, coletado de forma não invasiva, pode estar ligado ao artista, embora exista a possibilidade de contaminação.

A análise focou no cromossomo Y, mostrando semelhanças com o DNA de um parente masculino de Leonardo da Vinci, e evidências genéticas indicam ligação à região da Toscana, na Itália. O desenho, porém, tem autoria controversa, o que dificulta a confirmação da origem do DNA.

Próximas etapas incluem estudar familiares atuais e buscar material genético no túmulo do artista na França. O achado pode ajudar a compreender melhor a história genética de Leonardo e sua família.

Fragmentos do DNA atribuídos a Leonardo da Vinci podem ter sido encontrados em um desenho do século 16, conhecido como “Menino Jesus”. A obra, feita com giz vermelho em papel, poderia conter material genético do artista, segundo estudo divulgado pela equipe do Projeto DNA de Leonardo da Vinci (LDVP). Contudo, a origem do DNA ainda gera dúvidas, pois pode resultar de contaminação. O genoma encontrado apresenta semelhanças com o cromossomo Y extraído de uma carta assinada por um parente masculino do artista.

O desenho é controverso quanto à autoria. Comprado pelo marchand Fred Kline, pode ter sido criado por um aluno de Leonardo, o que complicaria a análise genética. Para evitar danos, os pesquisadores usaram método não invasivo, semelhante ao teste de Covid-19, coletando amostras delicadamente com algodão úmido e seco.

A investigação focou no cromossomo Y, transmitido de pai para filho e útil para traçar linhagens familiares masculinas. O estudo metagenômico também revelou a presença de DNA de laranjeiras, típicas dos jardins renascentistas, e do parasita da malária, doença endêmica na Itália à época.

Os fragmentos de DNA do cromossomo Y do desenho e da carta do parente compartilham variações típicas de populações da Toscana, região natal da família Da Vinci. Como Leonardo não teve filhos, seu pai, que teve mais de 20 descendentes, é a fonte provável dessa linhagem genética ainda presente em italianos vivos.

Próximos passos incluem analisar genomas de familiares atuais, escavar igrejas na Toscana em busca de material genético antigo e tentar sequenciar o DNA do próprio túmulo de Leonardo, em Amboise, França, onde mechas de cabelo do século 19 podem guardar pistas.

Via Folha de S.Paulo

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