Fragmentos de DNA podem ter sido encontrados em um desenho do século 16 atribuído a Leonardo da Vinci, conforme estudo do Projeto DNA de Leonardo da Vinci (LDVP). O material genético, coletado de forma não invasiva, pode estar ligado ao artista, embora exista a possibilidade de contaminação.
A análise focou no cromossomo Y, mostrando semelhanças com o DNA de um parente masculino de Leonardo da Vinci, e evidências genéticas indicam ligação à região da Toscana, na Itália. O desenho, porém, tem autoria controversa, o que dificulta a confirmação da origem do DNA.
Próximas etapas incluem estudar familiares atuais e buscar material genético no túmulo do artista na França. O achado pode ajudar a compreender melhor a história genética de Leonardo e sua família.
Fragmentos do DNA atribuídos a Leonardo da Vinci podem ter sido encontrados em um desenho do século 16, conhecido como “Menino Jesus”. A obra, feita com giz vermelho em papel, poderia conter material genético do artista, segundo estudo divulgado pela equipe do Projeto DNA de Leonardo da Vinci (LDVP). Contudo, a origem do DNA ainda gera dúvidas, pois pode resultar de contaminação. O genoma encontrado apresenta semelhanças com o cromossomo Y extraído de uma carta assinada por um parente masculino do artista.
O desenho é controverso quanto à autoria. Comprado pelo marchand Fred Kline, pode ter sido criado por um aluno de Leonardo, o que complicaria a análise genética. Para evitar danos, os pesquisadores usaram método não invasivo, semelhante ao teste de Covid-19, coletando amostras delicadamente com algodão úmido e seco.
A investigação focou no cromossomo Y, transmitido de pai para filho e útil para traçar linhagens familiares masculinas. O estudo metagenômico também revelou a presença de DNA de laranjeiras, típicas dos jardins renascentistas, e do parasita da malária, doença endêmica na Itália à época.
Os fragmentos de DNA do cromossomo Y do desenho e da carta do parente compartilham variações típicas de populações da Toscana, região natal da família Da Vinci. Como Leonardo não teve filhos, seu pai, que teve mais de 20 descendentes, é a fonte provável dessa linhagem genética ainda presente em italianos vivos.
Próximos passos incluem analisar genomas de familiares atuais, escavar igrejas na Toscana em busca de material genético antigo e tentar sequenciar o DNA do próprio túmulo de Leonardo, em Amboise, França, onde mechas de cabelo do século 19 podem guardar pistas.
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