DNA de rinoceronte-lanoso encontrado no estômago de lobos pré-históricos é sequenciado

Pesquisadores sequenciam DNA de rinoceronte-lanoso em lobos preservados da Era Glacial na Sibéria.
20/01/2026 às 16:41 | Atualizado há 3 semanas
               
Refeição na Sibéria há 14.400 anos, antes da extinção dos rinocerontes-lanosos. (Imagem/Reprodução: Super)

Pesquisadores identificaram o DNA de rinocerontes-lanosos em amostras retiradas do estômago de filhotes de lobo pré-históricos, encontrados na Sibéria. Esses animais viveram há cerca de 14.400 anos, próximo ao período da extinção da espécie.

O estudo mostrou que o rinoceronte-lanoso possuía um patrimônio genético saudável, indicando que sua extinção não foi causada por problemas genéticos. A análise contribui para entender fatores ambientais que levaram ao desaparecimento da espécie, como mudanças climáticas abruptas.

Além das condições ambientais, a expansão humana e possíveis catástrofes naturais também podem ter influenciado a extinção. A pesquisa destaca a importância de considerar como mudanças externas podem ameaçar até populações geneticamente estáveis.

Pesquisadores sequenciaram o DNA de amostras de rinoceronte-lanoso encontradas no estômago de filhotes de lobo pré-históricos, descobertos no permafrost da Sibéria. Estes animais viveram há cerca de 14.400 anos, pouco antes da extinção dos rinocerontes-lanosos. O estudo revelou que a espécie apresentava um patrimônio genético saudável, o que indica que a extinção não foi causada por problemas genéticos.

Os filhotes de lobo, batizados de Tumat-1 e Tumat-2, foram preservados quase intactos em solo congelado, contendo restos da última refeição que incluía pássaros, capim e rinoceronte-lanoso. O DNA extraído do tecido encontrado no estômago permitiu a reconstrução completa do genoma do rinoceronte, algo inédito para um animal da Era Glacial dentro do estômago de outro.

Ao comparar o genoma com outros de rinocerontes-lanosos com aproximadamente 18 mil e 49 mil anos, os cientistas não detectaram sinais de consanguinidade ou perda genética significativa. Isso reforça a hipótese de que a espécie foi extinta por causas ambientais, principalmente devido a mudanças climáticas abruptas, como o aquecimento interstadial Bølling-Allerød, que afetou a oferta alimentar e o habitat desses animais.

Além do impacto climático, a expansão humana na região e possíveis catástrofes naturais ou vírus também podem ter contribuído para o desaparecimento do rinoceronte-lanoso. Este estudo serve como alerta para a conservação atual, ressaltando que mesmo populações geneticamente estáveis podem estar vulneráveis diante de mudanças externas.

Via Super

Sem tags disponíveis.
Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.