Dólar fecha em alta a R$ 5,38 com atenção ao IPCA e dados de emprego nos EUA

Dólar sobe para R$ 5,38 enquanto mercado aguarda dados do IPCA e do payroll dos EUA.
08/01/2026 às 17:25 | Atualizado há 20 horas
               
O dólar subiu impulsionado por dados dos EUA e espera por inflação no Brasil. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

O dólar encerrou a quinta-feira em leve alta, fechando a R$ 5,3890, influenciado pela valorização do índice DXY e pela alta nos rendimentos dos títulos dos EUA. Essa movimentação ocorreu após a divulgação de dados comerciais e trabalhistas positivos nos Estados Unidos.

No Brasil, o foco está na publicação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mostra a inflação oficial do país. A produção industrial em novembro ficou estável, indicando um crescimento econômico mais lento diante dos juros elevados e tarifas comerciais persistentes.

O mercado acompanha também a expectativa de manutenção das taxas de juros americanas até março, com possíveis cortes a partir de abril, o que pode impactar a cotação do dólar e as decisões de investimento globalmente.

O dólar encerrou esta quinta-feira (8) em alta, fechando a R$ 5,3890, um avanço de 0,04%. Esse movimento acompanhou a valorização do índice DXY, que compara a moeda norte-americana a outras seis divisas globais importantes, como o euro e a libra, subindo 0,24% e chegando aos 98.922 pontos por volta das 17h (horário de Brasília).

O principal fator por trás da valorização do dólar foi o aumento dos rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasurys). Esse crescimento nas taxas ocorreu após a divulgação de dados comerciais e trabalhistas. O déficit comercial dos EUA caiu 39%, atingindo US$ 29,4 bilhões em outubro, marcando o nível mais baixo desde 2009, contrariamente às previsões que apontavam aumento do déficit.

Além disso, o número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiu levemente na semana que terminou em 3 de janeiro, totalizando 208 mil solicitações, um pouco abaixo da expectativa de 210 mil. Esses dados influenciam as expectativas sobre a trajetória das taxas de juros nos Estados Unidos, que hoje variam entre 3,50% e 3,75% ao ano. O mercado aposta que o Federal Reserve (Fed) manterá os juros estáveis até março, com cortes previstos a partir de abril.

No Brasil, a atenção está voltada para a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A produção industrial do país em novembro ficou estável, contrariando a previsão de crescimento de 0,2% e reforçando o cenário de crescimento lento, prejudicado por juros elevados e tarifas norte-americanas persistentes sobre exportações brasileiras.

Via Money Times

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