O dólar à vista registrou queda nesta quinta-feira, encerrando o dia cotado a R$ 5,3681, uma redução de 0,61%. Essa baixa aconteceu apesar da alta do índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a outras divisas. O movimento no câmbio está relacionado ao alívio nas tensões internacionais, com o presidente dos EUA suspendendo planos militares contra o Irã, o que trouxe mais confiança aos mercados.
No cenário doméstico, fatores políticos também influenciaram. O interesse por ativos de risco no Brasil permaneceu vivo com declarações de líderes partidários sobre candidaturas para as eleições. Além disso, dados econômicos dos EUA indicaram uma melhora na economia, reforçando o otimismo dos investidores.
Analistas destacam que a valorização do real, mesmo diante de quedas nos preços do petróleo e alta do dólar no exterior, se deve principalmente aos fatores locais e ao comportamento do mercado brasileiro. O cenário eleitoral e a redução das tensões externas criaram um ambiente favorável para o câmbio.
O dólar à vista encerrou esta quinta-feira (15) em queda, cotado a R$ 5,3681, recuando 0,61%. Essa mudança no câmbio ocorreu mesmo com a alta do DXY, índice que mede o desempenho da moeda americana frente a seis divisas globais, que subiu 0,19% durante o dia. O cenário ficou mais favorável graças à redução das tensões internacionais e ao apetite por risco no mercado local.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump indicou menor probabilidade de ataque militar contra o Irã, após anunciar a suspensão dos planos para execuções de manifestantes. Em paralelo, o governo americano aplicou sanções a autoridades iranianas ligadas à repressão dos protestos no país, incluindo membros do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica. Trump também afirmou que não pretende demitir o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, estabilizando expectativas no mercado financeiro.
Dados econômicos americanos mostraram que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram para 198 mil, número inferior ao esperado, o que contribui para o ambiente de maior confiança dos investidores.
No Brasil, o câmbio reagiu a notícias políticas. O governador Ratinho Junior, do PSD, se mostrou aberto a disputar a Presidência se escolhido pelo partido, enquanto Flávio Bolsonaro, do PL, reafirmou sua candidatura. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, apoiou Flávio e mira sua própria reeleição estadual.
Segundo analistas, a valorização do real, mesmo diante da alta do dólar no exterior e queda dos preços do petróleo, reflete a predominância de fatores locais e o interesse por ativos de risco no Brasil.
Via Money Times