Por que a Ducati rejeita motos autônomas apesar dos avanços tecnológicos?

Ducati mantém distância das motos autônomas, valorizando o controle e a experiência do piloto.
24/02/2026 às 06:21 | Atualizado há 4 semanas
               
A Ducati valoriza a tecnologia como apoio, não como substituta do piloto. (Imagem/Reprodução: Forbes)

O CEO da Ducati, Jason Chinnock, afirmou que motos autônomas não fazem parte dos planos da empresa. Para ele, pilotar uma moto é uma experiência que depende do controle e da conexão direta do piloto com o veículo.

Enquanto outras marcas testam tecnologias autônomas, a Ducati acredita que essa inovação tira a essência da pilotagem. A moto não é apenas um meio de transporte, mas uma experiência cheia de emoção e interação com o ambiente.

Apesar de rejeitar a direção autônoma, a Ducati investe em tecnologias que auxiliam o piloto, como controle de tração, ABS em curvas e assistentes com radar. A prioridade é aumentar a segurança e manter a emoção da pilotagem intacta.

O CEO da Ducati, Jason Chinnock, afirmou categoricamente que motocicletas autônomas não farão parte da empresa sob sua liderança. Esse posicionamento não decorre de limitações técnicas, mas da essência do que é pilotar uma moto. Para a Ducati, a motocicleta é mais que um transporte: é uma experiência que depende do piloto, do controle e da sensação de estar no comando.

Enquanto marcas como Yamaha e BMW já testam motos autônomas, a Ducati acredita que retirar o piloto é tirar a alma do veículo. A moto não serve apenas para ir do ponto A ao ponto B; o verdadeiro valor está no percurso — as manobras, o contato com o ambiente e a emoção de pilotar. Tecnologias autônomas, segundo a empresa, eliminariam essa conexão.

Apesar disso, a Ducati não rejeita a tecnologia. A marca equipou suas motos com recursos eletrônicos como controle de tração, ABS em curvas e assistentes com radar, que auxiliam o piloto, melhoram a segurança e tornam a pilotagem mais acessível, especialmente para quem tem menos experiência. Porém, a direção nunca deve ser tomada por um sistema autônomo.

Além do aspecto emocional, a Ducati destaca que o mercado das motocicletas premium é diferente do de veículos utilitários. A autonomia em três rodas faz sentido para reduzir esforço e acidentes em tarefas repetitivas, mas no universo das motos, a emoção e o controle do piloto são essenciais. O desafio atual é tornar as motos mais seguras e acessíveis, sem abrir mão dessa conexão fundamental.

Via Forbes

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.